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Condição que atendo
Síndrome nefrótica
Inchaço que começa no rosto ao acordar e urina que faz espuma persistente merecem exame de urina no mesmo mês. Perder proteína em grande quantidade é sinal de que o filtro do rim está doente.
CRM-SP 28.828 · RQE 8.813 · Presencial e Telemedicina
O que é
Quando o rim deixa escapar proteína
O rim filtra o sangue e deveria reter as proteínas. Quando a parte do filtro responsável por essa retenção adoece, a proteína passa para a urina em grande quantidade. A albumina do sangue cai, o líquido sai dos vasos para os tecidos e aparece o inchaço.
O conjunto formado por proteinúria elevada, albumina baixa no sangue e inchaço é o que chamamos de síndrome nefrótica. Costuma vir acompanhado de aumento do colesterol e de maior tendência à formação de coágulos, o que exige atenção específica.
A síndrome nefrótica não é um diagnóstico final, é um quadro. Por trás dele existem doenças diferentes, algumas próprias do rim e outras que atingem o corpo inteiro, como diabetes, lúpus e infecções. O tratamento depende inteiramente de qual é a doença de base.
Em adultos, definir a causa costuma exigir biópsia renal. É um exame que causa receio, mas é ele que separa quadros com tratamento específico de quadros que exigem outra estratégia, e evita tratamento imunossupressor em quem não precisa.
O método
Como eu investigo
Aqui a sequência é medir a perda de proteína, descartar as causas sistêmicas e, então, definir se a biópsia é necessária.
01
Quantificar a proteinúria
Exame de urina e medida da proteína em amostra ou em urina de 24 horas. A quantidade orienta a gravidade e serve de referência para acompanhar a resposta ao tratamento.
02
Avaliar o restante do organismo
Albumina, colesterol, função renal, glicemia, exames de autoimunidade e sorologias, procurando doença sistêmica antes de atribuir tudo ao rim.
03
Definir a necessidade de biópsia
Discuto indicação, benefício e risco. Em adultos, a biópsia costuma ser o que define o tratamento, e não um exame a mais.
04
Tratar o quadro enquanto investigo
Controle do inchaço, da pressão e da proteinúria começam antes do resultado final, porque reduzem sintoma e protegem a função renal.
Quando procurar
Sinais que pedem avaliação sem demora
Inchaço que aparece primeiro no rosto e nas pálpebras, ao acordar, e depois nas pernas.
Urina com espuma abundante que não desmancha rápido.
Ganho de peso rápido, de poucos dias, sem mudança na alimentação.
Exame de urina com proteína, mesmo sem sintoma nenhum.
Inchaço acompanhado de falta de ar ou de dor em uma das pernas.
Você tem lúpus, diabetes ou hepatite e apareceu proteína na urina.
Tratamento
Como conduzo o tratamento
O tratamento tem duas frentes que caminham juntas. Uma cuida da doença de base, com medicação específica quando ela existe. A outra cuida das consequências, reduzindo a proteinúria, controlando a pressão, tratando o inchaço e o colesterol e prevenindo complicações.
Reduzir a proteína na urina não é apenas melhorar um exame. É a intervenção que mais se associa à preservação da função renal ao longo do tempo, e por isso ela guia o ajuste do tratamento.
O controle do sal na alimentação tem efeito direto sobre o inchaço e sobre a resposta ao diurético. É uma das poucas medidas em que o paciente vê resultado em dias.
Não trato síndrome nefrótica com imunossupressor antes de saber qual é a doença. Tratamento imunológico tem efeito adverso relevante e precisa de indicação, não de tentativa.
Para ler
Sobre este assunto, no site
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