Início · Condições que atendo · Risco Cardiovascular
Condição que atendo
Risco cardiovascular
O número da pressão sozinho não diz qual é o seu risco. Ele depende também dos rins, do colesterol, da glicemia, do peso, do cigarro e do que já aconteceu com os seus vasos.
CRM-SP 28.828 · RQE 8.813 · Presencial e Telemedicina
O que é
Por que o risco não cabe em um número só
Duas pessoas com a mesma pressão podem ter riscos muito diferentes de infarto e de derrame. O que muda o cálculo é a soma dos fatores: idade, diabetes, colesterol, tabagismo, história familiar e, de forma muito importante, a função dos rins.
A doença renal é um dos multiplicadores de risco mais subestimados. Filtração reduzida e proteína na urina aumentam o risco cardiovascular de forma independente, e muitas vezes mais do que a própria pressão. Mesmo assim, raramente entram no cálculo feito na prática.
Isso acontece porque o paciente costuma estar dividido entre especialistas: um cuida da pressão, outro do colesterol, outro do açúcar e outro do rim. Cada um vê a sua parte, e ninguém soma. A soma é justamente o que define o risco.
Avaliar risco não é assustar, é escolher a intensidade certa do tratamento. Risco alto justifica meta mais rigorosa e intervenção mais firme. Risco baixo evita tratamento excessivo em quem não vai se beneficiar dele.
O método
Como eu investigo
Rim, coração e metabolismo avaliados na mesma consulta, porque as três coisas se alimentam e uma decisão em qualquer delas mexe nas outras.
01
Estabelecer a pressão real
MAPA ou medidas domiciliares, porque o risco se relaciona melhor com a pressão fora do consultório do que com a medida feita diante do médico.
02
Avaliar a função renal de verdade
Taxa de filtração pela CKD-EPI de 2021, com valor numérico, e pesquisa de proteína na urina, que é um marcador de risco por si só.
03
Somar os fatores metabólicos
Colesterol e frações, glicemia e hemoglobina glicada, circunferência abdominal, peso, tabagismo e histórico familiar.
04
Procurar lesão já instalada
Eletrocardiograma, avaliação do coração quando indicada, exame dos vasos e fundo de olho, porque lesão presente muda a meta do tratamento.
Quando procurar
Quando a conta precisa ser refeita
Você tem pressão alta e diabetes, e cada um é acompanhado por um médico diferente.
Apareceu alteração nos exames de rim e ninguém relacionou isso ao risco do coração.
Você já teve infarto, derrame ou colocou stent, e tem pressão alta.
O seu colesterol está tratado, mas a pressão continua fora da meta, ou o contrário.
Você tem pressão normal no consultório e alteração no eletrocardiograma ou no coração.
Você quer saber qual é o seu risco de fato, e não apenas ouvir que está tudo bem.
Tratamento
O que reduz risco, com evidência
Controle da pressão ao longo dos anos é a intervenção com maior efeito sobre derrame, e uma das maiores sobre infarto e sobre perda de função renal. O que conta é a pressão mantida, e não o número do dia da consulta.
Redução da proteína na urina, controle do colesterol, controle da glicemia e parar de fumar somam efeito. Nenhum deles substitui o outro, e é a combinação que muda o prognóstico.
Atividade física regular, redução de sal, controle de peso e sono adequado têm efeito mensurável sobre a pressão e sobre o risco. Trato isso com meta e verificação, como qualquer outra parte do tratamento.
Uso as classes de medicamento com proteção comprovada para coração e rim quando há indicação, e reviso periodicamente se cada remédio da lista ainda está fazendo o trabalho para o qual foi prescrito.
Para ler
Sobre este assunto, no site
OUTRAS CONDIÇÕES QUE ATENDO
Onde atendo
Dois consultórios em São Paulo
Atendimento de segunda a sexta-feira, no período da tarde.
Einstein, Morumbi
Rua Ruggero Fasano, s/n, entrada Bloco A1
4º andar, consultório 402
CEP 05653-090, São Paulo, SP
Sírio-Libanês, Bela Vista
Rua Barata Ribeiro, 490, ao lado do hospital
3º andar, conjunto 33
CEP 01308-000, São Paulo, SP