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Condição que atendo

Doença renal crônica avançada

Filtração muito baixa não significa diálise amanhã. Significa que cada decisão passa a ter consequência maior, e que o acompanhamento precisa ser mais próximo e mais organizado.

CRM-SP 28.828 · RQE 8.813 · Presencial e Telemedicina

O que é

O que muda quando a função renal cai abaixo de certo ponto

A doença renal crônica é classificada por estágios, que combinam a taxa de filtração glomerular com a quantidade de proteína perdida na urina. Nos estágios avançados, os rins já perderam boa parte da capacidade de filtrar, e o corpo começa a acumular o que deveria ser eliminado.

Nessa fase aparecem alterações que antes não davam sinal: anemia, distúrbio do cálcio e do fósforo, acidez do sangue, excesso de potássio, retenção de líquido e pressão mais difícil de controlar. Cada uma delas tem tratamento próprio, e nenhuma se resolve sozinha.

É também a fase em que muitos medicamentos comuns passam a exigir ajuste ou passam a ser contraindicados, incluindo anti-inflamatórios, alguns antibióticos e contrastes de exames de imagem. Uma parte da piora que vejo em consultório veio de remédio tomado por conta própria.

Falo em taxa de filtração com o número real, e não com a expressão maior que 60, porque acompanhar a velocidade da queda ao longo dos anos é o que permite prever o que vem pela frente e agir antes.

O método

Como eu investigo

O objetivo do acompanhamento é duplo: retardar a perda de função renal e chegar preparado, e não em emergência, a qualquer decisão futura.

01

Medir a velocidade da queda

Reviso a série histórica da creatinina e da filtração, com a proteinúria, para saber se a doença está estável ou progredindo, e em que ritmo.

02

Controlar o que acelera a perda

Pressão arterial, proteína na urina, glicemia e volume de líquido. São os fatores em que a intervenção muda a trajetória da função renal.

03

Tratar as consequências

Anemia, cálcio e fósforo, potássio, acidez do sangue e nutrição, cada um com exame próprio e meta própria, revistos a cada consulta.

04

Preparar com antecedência

Quando o quadro caminha para terapia de substituição, a preparação começa cedo, com informação, orientação sobre acesso e avaliação de transplante, com tempo para escolher.

Quando procurar

Sinais de que o acompanhamento precisa ser mais próximo

A sua creatinina vem subindo consulta após consulta, mesmo que devagar.

Apareceu inchaço nas pernas, no rosto ao acordar, ou falta de ar ao deitar.

O potássio ou o fósforo do seu exame vieram alterados mais de uma vez.

A sua pressão passou a exigir mais remédios do que antes para ficar na meta.

Você recebeu a informação de que vai precisar de diálise, sem que tenham explicado as alternativas e o prazo.

Você toma anti-inflamatório com frequência, por dor de coluna, cabeça ou articulação.

Tratamento

O que é possível fazer nesta fase

Retardar a progressão continua sendo possível em estágio avançado. Controle rigoroso da pressão, redução da proteína na urina e uso das classes de medicamento com proteção renal comprovada mudam a inclinação da curva, mesmo quando a função já está baixa.

A alimentação entra com papel específico, principalmente sal, potássio, fósforo e quantidade de proteína, e precisa ser ajustada ao seu exame, não copiada de uma dieta genérica da internet. Restrição excessiva de proteína traz desnutrição, que piora o prognóstico.

Reviso a lista inteira de medicamentos, inclusive os que não têm relação aparente com o rim, procurando ajuste de dose pela função renal e retirada do que passou a fazer mais mal do que bem.

Quando a diálise se aproxima, ela deixa de ser uma ameaça e passa a ser um plano, com escolha de modalidade e preparo do acesso feitos com meses de antecedência. Chegar preparado muda a experiência inteira do tratamento.

Para ler

Sobre este assunto, no site

Doença renal crônica

Insuficiência renal: sintomas e tratamento

Exames

Creatinina alta e filtração baixa

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre doenças renais

OUTRAS CONDIÇÕES QUE ATENDO

Onde atendo

Dois consultórios em São Paulo

Atendimento de segunda a sexta-feira, no período da tarde.

Einstein, Morumbi

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3º andar, conjunto 33
CEP 01308-000, São Paulo, SP

Função renal baixa pede acompanhamento organizado, e não espera até a próxima crise.