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Condição que atendo
Doença cardiorrenal metabólica
Coração, rins e metabolismo são um sistema só. Quando um deles adoece, os outros dois entram junto, e a decisão tomada por um especialista isolado costuma piorar a parte que ele não está olhando.
CRM-SP 28.828 · RQE 8.813 · Presencial e Telemedicina
O que é
Três órgãos, uma doença
A associação entre insuficiência cardíaca, doença renal crônica e diabetes deixou de ser vista como três doenças que coincidem. Elas compartilham mecanismos, agravam umas às outras e, hoje, compartilham também parte do tratamento.
Na prática, isso aparece de forma bem concreta. O diurético que melhora a falta de ar pode piorar a função renal. O medicamento que protege o rim pode elevar o potássio. O ajuste do diabetes muda o volume de líquido e a pressão. Cada decisão mexe nas outras duas.
É por isso que o paciente dividido entre cardiologista, endocrinologista e nefrologista, cada um ajustando a sua parte sem ver o conjunto, costuma passar por internações que poderiam ter sido evitadas com uma decisão coordenada.
Junto com isso vêm os distúrbios de eletrólitos, que são as alterações do sódio, do potássio, do cálcio e do magnésio, além do equilíbrio ácido do sangue. Eles causam sintoma, limitam o tratamento e, em alguns casos, trazem risco imediato.
O método
Como eu investigo
A avaliação é feita de uma vez, com os três sistemas na mesma mesa, porque separá-los é o que produz o problema.
01
Avaliar volume e congestão
Peso, exame físico, sinais de retenção de líquido e resposta ao diurético. É o que mais determina o sintoma do dia a dia.
02
Medir a função renal com precisão
Taxa de filtração pela CKD-EPI de 2021, com valor numérico real, junto com a proteinúria e com a leitura da variação ao longo do tempo, e não de um exame isolado.
03
Revisar eletrólitos e equilíbrio ácido
Sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo e bicarbonato, interpretados junto com os medicamentos em uso e com a função renal.
04
Coordenar a medicação
Reviso a lista inteira, incluindo o que foi prescrito por outros médicos, para retirar duplicidade, corrigir dose pela função renal e priorizar o que protege coração e rim ao mesmo tempo.
Quando procurar
Quando a coordenação faz diferença
Você tem insuficiência cardíaca e a creatinina sobe toda vez que aumentam o diurético.
O seu potássio vem alterado e por isso já suspenderam um medicamento que protegia o rim.
Você tem diabetes, doença renal e problema no coração, cada um com um médico diferente.
Já houve internação por retenção de líquido, ou por alteração de sódio ou de potássio.
O sódio do seu exame vem baixo com frequência, com fraqueza, confusão ou tontura.
Você usa muitos medicamentos e ninguém revisou a lista inteira de uma vez.
Tratamento
Como se organiza o tratamento
A primeira decisão costuma ser sobre volume: quanto líquido retirar, com que velocidade e com que controle de exames. É o que mais alivia sintoma e o que mais causa dano quando é feito sem acompanhamento.
Existem classes de medicamento que hoje protegem coração e rim ao mesmo tempo, e a prioridade é mantê-las quando há indicação, tratando o efeito adverso que aparecer, em vez de suspender a proteção ao primeiro exame alterado.
Os eletrólitos são corrigidos com atenção à velocidade da correção, principalmente o sódio, porque corrigir rápido demais traz risco próprio. A causa da alteração é investigada, e não apenas o número.
Combino o plano com os outros médicos que acompanham o paciente, por escrito. Tratamento coordenado é o que evita que um ajuste desfaça o outro.
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