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Estudo do Incor liga anabolizantes a problemas do coração

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Os anabolizantes são prejudiciais ao coração, de acordo com uma publicação do Jornal da USP.

 

Ela analisa uma pesquisa liderada pela cardiologista Maria Janieire Alves, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – Incor. Esse é apenas mais um dos problemas que o uso exagerado de anabolizantes pode trazer à saúde.

 

É provável que você já tenha ouvido falar sobre o uso de anabolizantes com propósitos variados. Ele pode ser recomendado como tratamento para pessoas que têm problemas hormonais, como hipogonadismo. Aí, não há problema, pois existe uma recomendação e acompanhamento médico e, nesse caso, é um uso que se faz necessário em prol da saúde.

 

Entretanto, existem aquelas pessoas que fazem uso da substância para fins estéticos, já que os anabolizantes podem ajudar o corpo a atingir certos objetivos de maneira mais rápida. E é aí que entra o uso exagerado, prejudicial à saúde em vários âmbitos.

 

Visando entender quais malefícios eles podem causar, a Dra. Maria e sua equipe estudaram como o produto poderia atingir também o sistema cardiovascular.

 

De placas nas coronárias a ataque cardíaco

 

anabolizantesOs resultados mostraram que pessoas que ingerem anabolizantes:

 

1 – Têm maior tendência para a formação de placas nas coronárias e isso acaba impedindo o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio

2 – Como resultado, há complicações que podem levar à aterosclerose

3 – Ela, por sua vez, pode causar problemas como AVC e ataque cardíaco.

 

E não pense que isso pode acontecer somente com pessoas mais velhas. De acordo com a pesquisa, 25% dos jovens, com média de 29 anos, que tomam anabolizantes, apresentam tais placas em até três coronárias.

 

Além disso, os anabolizantes são fatores de risco para o colesterol bom (HDL) que tem sua funcionalidade prejudicada e reduzida no organismo.

 

Sabemos que problemas cardiovasculares também estão ligados à hipertensão não controlada; portanto, todo cuidado é pouco. O ideal é sempre contar com acompanhamento médico e entender como está a sua saúde.

 

Se você está bem e quer atingir melhores resultados na academia ou na prática de qualquer esporte, converse com seu médico! Nunca tome substâncias por conta própria ou sem acompanhamento.

Hipertensão atinge 1 a cada 3 adultos no Brasil e agrava casos de covid-19

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A hipertensão é uma doença silenciosa e democrática; 90% dos hipertensos não vão sentir nenhum sintoma e talvez, por isso, muitas pessoas não saibam que sofrem dela. O único jeito de descobrir é por meio da medida da pressão.

 

hipertensão instaE em meio à pandemia da covid-19, ela é ainda mais preocupante.

 

De acordo com o Jornal da USP, um terço da população adulta brasileira tem hipertensão – ou seja, de 33% a 35%. As pessoas acima de 60 anos são as que mais sofrem – cerca de 65% -, mas isso não significa que sejam só elas. E cerca de 30% a 50% dos brasileiros desconhecem seu diagnóstico.

 

Além de ser o principal fator de risco para complicações cardiovasculares (insuficiência cardíaca e AVC, por exemplo) quando não tratada, a hipertensão também deixa o paciente mais propenso a complicações por conta do coronavírus. Sabe-se que os remédios para a hipertensão são aliados quando falamos sobre covid-19. Não se esqueça!

 

O tratamento para hipertensão é indispensável

 

Mesmo que a pessoa só sofra de hipertensão, ela não deve interromper ou negligenciar o tratamento da doença. Sempre enfatizo que, caso tenha algum problema com a medicação, o paciente deve me comunicar para que possamos alterá-la ou adequá-la à sua rotina e bem-estar.

 

O tratamento para hipertensão é para a vida inteira e não pode parar nem em dias de consultas, ou muito menos porque o paciente não está sentindo nada de errado ou diferente.

 

O tratamento para hipertensão é ainda mais importante para aqueles que são diagnosticados com covid-19, principalmente se a doença estiver associada a outras comorbidades, como obesidade e diabetes. A idade também é um fator influente: pessoas com mais de 60 anos devem redobrar a atenção.

 

Para prevenir a hipertensão, o ideal é manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, manter o peso e diminuir o consumo de sal. Para aqueles que são mais estressados, é bom tentar mudar a rotina e cuidar da saúde mental, pois o estresse também pode influenciar.

Controlar a pressão alta também é conseguir que os pacientes percam peso. Será que a tecnologia digital pode ajudar?

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A perda de peso preocupa grande parte da população, visto que a prevalência da obesidade tem aumentado em todo mundo ao longo dos últimos 50 anos. Atualmente, o tema é tratado como um desafio para a saúde pública, pois afeta a vida das pessoas de maneira significativa.

 

Em 2016, 13% da população adulta mundial era obesa e 39% tinha sobrepeso. É preciso lembrar que a obesidade é o principal fator de risco para uma série de problemas de saúde, principalmente em longo prazo, como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes mellitus.

 

Qual o grande problema disso? A falta de tratamento, apresentando esses problemas citados e sobrecarregando o sistema de saúde – tudo isso desencadeado por falta de atividades físicas e de uma alimentação saudável, entre outras causas.

 

Mudando esse quadro

 

pesoPara que as pessoas não sofram com a obesidade, elas precisam focar na perda de peso; ou seja, praticar atividades físicas e buscar uma dieta saudável – mas será que isso é fácil?

 

Nem sempre. São precisos recursos, às vezes mais caros; por isso, as intervenções digitais têm se mostrado mais presentes para atingir um maior número de pessoas, já que têm um custo baixo.

 

O estudo publicado na Revista Obesity Reviews avaliou se há eficácia no automonitoramento digital da alimentação e atividades físicas para perda de peso. Os resultados sugeriram que sim: o automonitoramento é eficaz no apoio à perda de peso, melhorando as atividades físicas moderadas e reduzindo a ingestão de calorias – é recomendado para adultos se feito de forma personalizada.

 

Tais registros digitais monitoram os comportamentos de saúde, mostrando o desempenho comportamental por meio de dados de automação que podem ser acessados em tempo real sendo um suporte contínuo.

 

Você precisa perder peso? Faz algum tipo de acompanhamento? Converse com o seu médico!

 

Ainda tem dúvidas? Escreva para mim e me siga no Instagram!

Cuide de seus rins para o seu bem-estar

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Os rins são vitais para o funcionamento do nosso corpo. Doenças renais são preocupantes para a saúde pública, principalmente porque são silenciosas.

 

Muitas dessas doenças, quando chegam ao estado avançado, já exigem hemodiálise e transplante. Por isso, devemos monitorar nossos rins em consultas e exames periódicos.

 

Qual a função dos rins para o nosso corpo? Na verdade, são muitas! Rins saudáveis ajudam a: filtrar resíduos e toxinas do sangue, manter os minerais do sangue em equilíbrio (sódio, fósforo e potássio), regular os níveis de fluidos do nosso corpo, liberar o hormônio que estimula a produção de células vermelhas do sangue e até ativar a vitamina D, mantendo os ossos saudáveis.

 

Entretanto, quando falamos de rins doentes, podemos citar diversos males que o nosso corpo pode desenvolver:

 

  • Osteoporose ou ossos mais fracos;

  • Hipertensão;

  • Anemia ou baixa contagem de glóbulos vermelhos;

  • Insuficiência renal (doença renal em estágio terminal);

  • Ataque cardíaco e derrame;

  • Lesões nervosas (neuropatia);

  • Doença cardíaca.

 

Infelizmente, a insuficiência renal faz com que a hemodiálise seja necessária em muitos pacientes. Considerada uma doença silenciosa, os sintomas não surgem no início das complicações e, sim, quando os rins já estão apresentando um grau mais sério de perda de função.

 

A seguir, confira dados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) sobre pacientes com doença renal crônica dialítica em julho de 2018, fazendo análise comparativa dos últimos 10 anos (2009-2018):

 

rins tabela

De acordo com a pesquisa a causa mais comum de insuficiência renal crônica em diálise no período de 2009 a 2018 é a hipertensão. Houve aumento percentual da ordem de 4% nos casos de doença renal do diabetes, redução de 4% nos de glomerulopatia crônica e aumento de 3% daqueles com etiologia indefinida (vide Tabela). O perfil dos pacientes em diálise permanece estável no sexo masculino (58%). A maioria está na faixa etária entre 45-64 anos (41,5%), e com mais de 65 anos (35%).

 

Riscos e sintomas

 

O primeiro passo para rins saudáveis é avaliar os riscos de doença renal; para isso, é preciso entender seu histórico familiar quanto às doenças: obesidade, doença cardíaca, hipertensão e diabetes. Como fatores de risco adicionais, temos:

 

  • Pedras nos rins;

  • Lúpus e outras doenças autoimunes;

  • Baixo peso aos nascer;

  • Idade igual ou superior a 60 anos;

  • Infecções crônicas do trato urinário;

  • Uso prolongado de anti-inflamatórios como ibuprofeno e naproxeno.

 

Além disso, por ser uma doença silenciosa, o menor sinal pode ser crucial para sua descoberta! Quanto antes, melhor. É necessário prestar muita atenção caso haja inchaço nos olhos, mãos, abdome, tornozelos e pés; urina espumosa ou vermelha escura (com sangue); micção difícil e dolorosa; maior necessidade de urinar (principalmente à noite); sede aumentada; fadiga e fraqueza.

 

O diagnóstico via exames

 

Caso você seja do grupo de risco, pergunte ao seu médico sobre os exames a seguir, especialmente sobre o último. Pode ser que ele recomende outros testes também, mas o importante é que todos citados aqui estejam na lista.

 

  1. Urina: traços de albumina (um tipo de proteína), podem ser um sinal precoce de doença renal – quando muito presentes, indicam danos aos rins;

  2. Sangue: nele, é medida a taxa de filtração glomerular (TFG), pois ela mostra o quão bem os rins estão filtrando o sangue. Assim, verifica-se os níveis de creatinina no sangue e é feito um cálculo para tal taxa.

 

Além disso, diagnosticar e tratar a hipertensão é fundamental porque a pressão alta pode danificar os pequenos vasos sanguíneos dos rins (glomérulos) e é a primeira causa de insuficiência renal, perdendo somente para o diabetes.

 

Mantenha seus rins fortes e saudáveis

 

Minhas primeiras orientações são para quem já tem doença renal e deve cuidar dos rins para evitar maiores complicações. Além de seguir o tratamento já indicado pelo médico, gerenciar os níveis de açúcar no sangue, vacinar-se anualmente contra a gripe e tratar a pressão alta de forma correta são algumas delas.

 

Além disso, reduzir o consumo de sal, evitar anti-inflamatórios como ibuprofeno e naproxeno e consumir proteína moderadamente. Agora, a dica para TODOS, até para quem não tem doença renal:

 

  • Beba com moderação;

  • Pratique atividades físicas regularmente;

  • Alimente-se de forma saudável e balanceada;

  • Controle seu peso;

  • Conheça seu histórico familiar;

  • Monitore os níveis de colesterol;

  • Monitore sua pressão arterial;

  • Hidrate-se;

  • Faça exames anualmente;

  • Não fume.

 

Proteger os danos nos rins para quem tem pressão alta

 

Se você sofre com hipertensão, precisa de atenção e cuidados redobrados com os rins. Siga as orientações do seu médico para manter a pressão arterial controlada e NUNCA pare o tratamento por conta própria.

 

Converse com o seu médico sobre medicamentos para pressão arterial, como os IECA e BRA, que ajudam a proteger os rins. E tenha muito cuidado com o uso de analgésicos diários. Os brasileiros têm o costume de se automedicar, mas o ideal é que você só tome aquilo que o médico recomende. Além disso, controle a glicose (diabetes) e o colesterol.

 

Compartilhe este guia com seus amigos e familiares, e vamos, juntos, combater a doença renal com informação!

Peso saudável: um dos principais fatores para evitar a hipertensão

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O peso saudável é um dos principais fatores para evitar a hipertensão – mas o que é um peso saudável? Para determinar se você está dentro de uma faixa saudável de peso é muito simples: você pode verificar através do seu IMC – índice de massa corporal.

 

Basta dividir o seu peso (kg) pelo quadrado da sua altura (m). Se o valor for menor que 25, você está com um peso saudável; se for maior, é considerado sobrepeso e, ainda, o valor maior que 30 é considerado obesidade.

 

E é aí que mora o perigo: o sobrepeso e a obesidade estão diretamente ligados a maiores riscos de desenvolver problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, derrame, osteoartrite e alguns tipos de câncer.

 

Apesar da dificuldade e dos esforços desprendidos, cada perda é uma vitória. Por exemplo, se você conseguir perder de 5% a 10% do seu peso corporal, isso já é o suficiente para reduzir o risco de muitas doenças crônicas, o que significa mais qualidade de vida.

 

Perda de peso x vida saudável

 

Sabemos que os hábitos alimentares, prática de atividades físicas e genética são os principais fatores quando falamos sobre ganho de peso. Entretanto, para uma alimentação diária saudável, é preciso ter acesso a alimentos saudáveis, visto que o número de calorias ingeridas e queimadas se reflete na perda de peso.

 

Calorias são as unidades usadas para medir a energia em alimentos e bebidas. Contudo, não somos todos iguais; para a maioria das pessoas, a perda de peso estável (~ 0,453 kg / mês) pode ser alcançada se você reduzir a ingestão para 1.200 a 1.500 calorias por dia para mulheres, e para 1.500 a 1.800 calorias por dia para homens.

 

Qual dieta devo fazer?

 

Pensando que uma alimentação saudável é parte do processo de perda de peso, qualquer dieta serve: o importante é se manter sempre com uma alimentação saudável. Para a maior parte das pessoas, é seguro fazer uma dieta balanceada de baixa caloria, e é comprovado que elas perderão peso se a seguirem por toda a vida.

 

Além disso, na hora de escolher a melhor dieta pense que ela deve ser saudável e considere se você conseguirá segui-la. Reflita sobre seu estilo de vida e converse com o seu médico e também com um nutricionista; eles são os maiores aliados para uma perda de peso com saúde.

 

Por fim, não se esqueça dos 150 minutos semanais de atividades físicas com intensidade moderada recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e tenha disciplina! Estabeleça metas específicas relacionadas tanto à dieta quanto aos exercícios e trabalhe para alcançá-los. É claro que, vez ou outra há recaídas, é normal, mas sempre volte à dieta assim que possível.

 

O ideal é evitar a hipertensão o máximo possível fazendo a sua parte. Depois de descoberta, o ideal é tratá-la e evitar hábitos que podem fazer com que a pressão arterial suba ainda mais. Cuide da sua saúde!

 

Referências:

 

Instituto Nacional de Saúde dos EUA – https://www.nhlbi.nih.gov/health/educational/lose_wt/eat/

 

Receitas de dietas mediterrâneas de Harvard School of Public Health: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/recipes-2/home-cooking/

Café em excesso pode influenciar a pressão arterial?

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Será que café em excesso pode influenciar a pressão arterial? Essa é uma pergunta que já ouvi bastante ao longo dos anos no consultório. Considero essa questão bastante importante, pois a bebida é parte da vida da maioria dos brasileiros.

 

Somos a terra do café, consumimos a bebida ao longo do dia: entre uma reunião e outra, após o almoço, ao acordar, no café da tarde e por aí vai. Parece que é uma bebida tanto para os momentos de trabalho quanto em família ou com amigos. O café é um companheiro, concorda?

 

E se você é fã de um bom cafezinho, pode ficar tranquilo: de modo geral, o café não eleva a pressão arterial ou pode causar aumento discreto e de curta duração.

 

Liberado para os hipertensos, mas sem exagero

 

café em execessoEstudos recentes demonstraram um efeito neutro ou benéfico do consumo moderado de café 300-400 mg de cafeína (3 a 4 xícaras de café) por dia na pressão arterial e nas doenças cardiovasculares ou diabetes mellitus.

 

Sendo assim, os especialistas dizem que o consumo moderado de café é seguro e benéfico tanto para pessoas saudáveis quanto para pacientes com hipertensão e doenças cardiovasculares ou diabetes mellitus. Isso significa que mesmo quem já tenha sofrido algum evento cardiovascular, pode ter o consumo habitual de café sem aumentar o risco de doenças cardiovasculares recorrentes ou morte.

 

Além disso, de acordo com as evidências atuais, os hipertensos não precisam se preocupar, pois não foi demonstrada associação entre o consumo de café por um longo prazo e o aumento da pressão arterial, incluindo o consumo habitual da bebida.

 

O importante é não exagerar. Hipertensos com pressão arterial não controlada precisam evitar o consumo de grandes doses de cafeína. Uma ingestão aguda de 200-300 mg de cafeína (2 a 3 xícaras de uma vez) é capaz de produzir um discreto aumento da pressão arterial em hipertensos durante 3 horas; entretanto, o ideal é controlar a pressão arterial! Vá ao médico regularmente.

 

Os benefícios e minha recomendação

 

Por fim, para pessoas que têm o consumo moderado (citado acima) há redução de 15% no risco de doenças cardiovasculares, além de menor risco de morte, quando comparadas às pessoas que não ingerem café.

 

Sendo assim, a conclusão é de que não há justificativa para que eu impeça meus pacientes de tomarem café. Só peço atenção, pois as pessoas podem ter sensibilidades distintas à cafeína e o jeito de cada um fazer seu café é completamente diferente.

 

Mesmo tendo isso em mente, independentemente do tipo de preparo, cada xícara de café tem aproximadamente 100 mg de cafeína. Converse com o seu médico e solicite orientação sobre o melhor caminho a seguir.

Fiocruz identifica aumento de consumo de açúcar durante a pandemia

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O aumento de consumo de açúcar é preocupante em qualquer circunstância – durante a pandemia então, quando as pessoas estão mais reclusas e praticando menos ou nenhuma atividade física, é mais ainda! Lembrem-se de que quando ganhamos peso a pressão sobe!

 

Uma pesquisa realizada entre abril e setembro de 2020, pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz detectou que houve, sim, aumento de consumo de alimentos considerados não saudáveis (ultraprocessados), especialmente de chocolates e doces.

 

Além do ganho de peso

 

A primeira coisa que possivelmente vem à cabeça quando falamos sobre o consumo de açúcar é o ganho de peso. O famoso medo de engordar e ganhar uma gordura localizada que antes não estava lá. Entretanto, esse não é o maior dos problemas, visto que ele pode desencadear muitos outros.

 

A circunferência abdominal pode influenciar no risco de outras doenças; a própria Organização Mundial de Saúde – OMS impõe limites saudáveis para a gordura abdominal em homens (até 94 cm) e mulheres (até 80 cm).

 

Entre as demais doenças pelo excesso de peso, a hipertensão está incluída. Sim! O vilão aqui não é somente o sal. Também há maiores riscos de desenvolver:

 

  • Diabetes

  • Cáries

  • Doenças cardiovasculares

  • Obesidade

  • Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado)

 

Além disso, há o risco de síndrome metabólica, um distúrbio no metabolismo derivado da associação entre fatores de risco como pressão alta, aumento da gordura abdominal, níveis altos de colesterol ruim (LDL), baixos de colesterol bom (HDL) e altos dos triglicérides.

 

O corpo dá sinais

 

Se você está consumindo açúcar de forma exagerada, não se engane: seu corpo dará sinais e o espelho e a balança mostrarão o aumento de peso e, consequentemente, a pressão também subirá.

 

Tudo isso acontece porque nosso organismo digere rapidamente os carboidratos simples (doces) que têm alto índice glicêmico, gerando assim um pico de glicemia. A resposta do corpo é produzir um alto nível de insulina para armazenar o excesso de carboidrato como gordura; neste processo também são liberados hormônios do prazer, como a dopamina e a serotonina.

 

Consumo ideal

 

O recomendado é consumir até 25 gramas de açúcar por dia; isso equivale a 6 colheres de chá de açúcar aproximadamente. Entretanto, sabe-se que os brasileiros consomem três vezes mais do que a quantidade recomendada.

 

Antes da pandemia, o consumo de açúcar era 5% menor (de 41% para 47%), além disso, houve queda do consumo de verduras e legumes, de 4% (de 37% para 33%).

 

Fique atento ao excesso de açúcar: evite refrigerantes, doces, alimentos ultraprocessados e cuide da sua saúde bucal!

Por que o termo “comorbidade” deveria ser abandonado nos casos agudos de Covid-19

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A palavra “comorbidade” tem sido muito utilizada durante a pandemia do novo coronavírus. Você provavelmente já a ouviu e sabe que determinou, inclusive, os critérios de vacinação pelo Programa Nacional de Imunização.

 

Entretanto, talvez você não saiba que o uso da palavra é abrangente e ela pode estar relacionada com diferentes interpretações, inclusive para fraudes, que têm acontecido para que pessoas “furem a fila” da vacinação.

 

comorbidadeDe acordo com artigo do Prof. Paulo Lotufo da Faculdade de Medicina da USP, publicado na Folha de S. Paulo, comorbidade é um termo médico para:

 

  • Condições clínicas simultâneas, mas independentes – câncer de mama e artrite;

  • Concomitantes devido a agente único – fumante com doença coronariana e bronquite crônica;

  • Pelos efeitos tardios de uma mesma doença – diabetes com doença renal e neuropatia.

 

Outro conceito é o de fator de risco: condição que pode aumentar a probabilidade de uma doença. Por exemplo:

 

  • A hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo não são doenças em sentido estrito, mas são fatores de risco, ou seja, condições que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares;

  • O tabagismo é fator de risco para câncer de pulmão.

 

As doenças agudas infecciosas em condições não epidêmicas também têm fatores de risco, como doença falciforme e pneumonia ou tabagismo e gripe.

 

O que isso quer dizer? Que em meio a uma pandemia, como a da Covid-19, os conceitos de fator de risco ou comorbidade não se aplicam, ou seja, de acordo com o Prof. Paulo Lotufo o termo “comorbidade” pode e deve ser abandonado nos casos agudos de Covid-19.

 

Com relação a quem deveria ser priorizado para vacinação, o mais adequado é identificar quais doenças teriam sua história natural abreviada caso o portador dessa enfermidade se infecte pelo novo coronavírus, e não priorizar situações que levariam à Covid-19. O Prof. Lotufo exemplifica: pacientes em diálise, tratamento quimioterápico ou radioterápico para câncer, transplantados ou na fila para transplante (rim e fígado, principalmente) – doenças ou medicamentos que reduzem a imunidade.

 

Assim, a prioridade deveria ser para quem, por ser portador de doença crônica, mas não fator de risco, poderá ter probabilidade maior de internação ou de morte.

 

Fonte: Paulo Lotufo no artigo da Folha de São Paulo de 23/5/21 chamado “Comorbidade é erro conceitual com impacto indesejado na vacinação”

OMS lança novos parâmetros de referência e ajuda países a reduzirem a ingestão de sal

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Não é de hoje que as pessoas consomem uma quantidade de sal maior do que aquela recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5g diários. Isso faz com que o risco de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC OU derrames cerebrais) cresçam. Sabe-se que hoje, a cada ano, cerca de 3 milhões falecem por causa desses problemas, um índice alarmante que preocupa a comunidade científica.

 

Para ajudar no controle desse consumo desenfreado de sal, a OMS tem um conjunto de referências globais para os níveis de sódio e lançou em maio deste ano um novo conjunto em mais de 60 categorias de alimentos para ajudar os países a reduzirem o teor da substância nos alimentos. Tal feito não melhora somente a alimentação da população de cada país, como também é capaz de salvar vidas.

 

Alimentos processados são diretamente afetados

 

Quanto maior a ingestão de alimentos processados, pior para a saúde. A recomendação oficial, inclusive do Guia Alimentar Brasileiro, é o consumo de alimento in natura. Entretanto, o consumo de alimentos processados em todo o mundo só cresce. Por isso, o guia WHO Global Sodium Benchmarks for Different Food Categories foi elaborado para as diferentes categorias desse tipo de alimento e países e indústrias poderão aderir a ele.

 

Os ambientes alimentares locais não são os mesmos ao redor do mundo e, apesar de curioso, produtos semelhantes podem conter quantidades diferentes de sódio de acordo com cada país; essas referências ajudarão os países a reduzirem progressivamente suas metas.

 

Com isso, a OMS visa incentivar a indústria a reduzir o teor de sódio em seus alimentos processados, avançando junto à meta da Organização Mundial da Saúde de reduzir em 30% a ingestão global de sal/sódio até 2025. Esse é um ponto de partida para revisão e estabelecimento de novas políticas para a transformação do ambiente alimentar.

 

Todo cuidado é pouco para a pressão

 

É claro que o sal é importante para o nosso organismo, afinal ele auxilia funções básicas do nosso corpo, como equilíbrio de água, impulsos nervosos, ritmo cardíaco e contração muscular. Entretanto, ele está presente em muitos alimentos e não precisamos reforçar a quantidade.

 

Eu brinco que o saleiro deve servir de enfeite e, mesmo assim, sei que algumas pessoas abusam. Os brasileiros, em geral, consomem mais do que o dobro recomendado pela OMS. O que isso significa? Crescimento de problemas como hipertensão e, consequentemente, doenças cardíacas e derrames cerebrais (AVC).

 

Diminua o consumo e converse com o seu médico. Uma pequena atitude pode salvar a sua vida!

Qualidade de vida de hipertensos está diretamente ligada à atividade física

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Qualidade de vida é o que todos nós buscamos, certo? Hoje em dia, essa expressão é bastante utilizada quando falamos sobre saúde mental, trabalho, saúde, envelhecimento, etc.

 

Entretanto, muitas pessoas se esquivam da prática de atividades físicas sem se dar conta de que elas estão diretamente ligadas à tão sonhada qualidade de vida, principalmente para os hipertensos.

 

Queixas do cotidiano

 

Mesmo antes da pandemia, muitos hipertensos já se queixavam de insônia, oscilações de humor e falta de qualidade de vida. Pensando nisso, pesquisadores analisaram pessoas praticantes e não praticantes de exercícios físicos que tinham essas queixas. O artigo com o resultado da pesquisa foi publicado na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte.

 

Foram 71 participantes no total, sendo 55 deles mulheres e 16 homens, residentes da cidade de Jataí, em Goiás. E o estudo mostrou que sim, a falta de atividade física interfere no agravamento dos transtornos de saúde, de acordo com os resultados. Pacientes com hipertensão arterial que praticam exercícios demonstraram redução de insônia e ansiedade e maior vitalidade e bom humor, ou seja, mais resultados positivos.

 

Mesmo que os exercícios não sejam exclusivamente responsáveis pelos benefícios (os pacientes continuaram tomando suas medicações), eles foram fatores decisivos para que os grupos ativos tivessem mais resultados positivos do que os inativos, mostrando que eles fazem toda a diferença em nossa saúde.

 

Atividades físicas são fundamentais

 

Sempre reforço que a prática de exercícios é uma aliada no tratamento da hipertensão. Além de reduzir a pressão arterial, ela melhora a função imunológica e traz diversos benefícios para o corpo melhorando, consequentemente, a qualidade de vida.

 

Sei que estamos vivendo um momento de pandemia mundial, entretanto isso não é desculpa para não praticar exercícios. Assim como a covid-19, o sedentarismo também mata. Já fiz um post no blog sobre como praticar exercícios em casa. E, é claro, não se esqueça de ter uma alimentação equilibrada!