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Cálculo renal e infecção urinária

As duas causas mais comuns de dor que o paciente atribui ao rim, e as duas que, quando se repetem, podem deixar dano renal permanente.

Infecção urinária e cálculo renal

O que é uma infecção urinária? Qual a diferença entre cistite e pielonefrite?

É uma infecção, em geral bacteriana, em qualquer parte do sistema urinário. A cistite é a infecção da bexiga, mais frequente e em geral menos grave. A pielonefrite é a infecção dos rins, mais grave, porque pode deixar dano renal se não for tratada rápido. A infecção costuma subir da bexiga para o rim.

Dor ou ardência ao urinar, necessidade frequente e urgente de urinar mesmo saindo pouca urina, dor na parte inferior do abdômen, urina turva ou com cheiro forte, sangue na urina e sensação de não esvaziar a bexiga. Febre baixa pode ocorrer, mas febre alta é incomum na cistite isolada.

Aos sintomas da cistite somam-se febre alta acima de 38 graus com calafrio, dor lombar em geral de um lado, náusea, vômito e mal-estar intenso. Preocupa mais porque a infecção está no rim, e sem tratamento rápido pode evoluir para abscesso renal, infecção generalizada e, em casos repetidos ou graves, cicatriz e perda de função renal.

Começa pela avaliação dos sintomas e se confirma com o exame de urina tipo 1, que detecta sinais de infecção, e com a urocultura com antibiograma, que identifica a bactéria e os antibióticos eficazes. A urocultura é especialmente importante na pielonefrite, nas infecções de repetição e na gestante.

No tratamento da infecção urinária bacteriana, sim. O tipo e a duração dependem de ser cistite ou pielonefrite, da gravidade e do resultado da urocultura. É fundamental completar todo o ciclo, mesmo que os sintomas melhorem antes, para eliminar a bactéria e evitar recidiva e resistência. Pielonefrite grave pode exigir internação e antibiótico na veia.

São duas ou mais infecções em seis meses, ou três ou mais em um ano. As causas incluem fatores de comportamento, como segurar urina e beber pouco líquido, alteração hormonal da menopausa, atividade sexual, anormalidades do trato urinário como cálculo, refluxo de urina ou problema de próstata, e bactérias mais resistentes. Nesses casos vale investigação mais aprofundada para tratar a causa de base.

São massas sólidas formadas pela cristalização de sais minerais presentes na urina. Quando há excesso desses minerais, ou pouca água para dissolvê-los, eles se agrupam e formam pedras. O tipo mais comum é o de oxalato de cálcio, e existem também os de ácido úrico, de estruvita, associados a infecção, e de cistina, mais raros e de origem genética.

O sintoma característico é a cólica renal, dor intensa de início súbito na região lombar, que pode irradiar para a lateral do abdômen e para a região genital. Vem em ondas e costuma ser forte o suficiente para não haver posição de alívio, e pode vir com náusea, vômito, sangue na urina e aumento da frequência urinária. Mas nem toda pedra dói: as pequenas podem ser eliminadas sem sintoma, e as que estão paradas dentro do rim, sem obstruir, podem não doer.

Além da avaliação dos sintomas, com exame de imagem.

  • Ultrassonografia dos rins e das vias urinárias, bom exame inicial, sem radiação, que detecta muitas pedras e sinais de obstrução
  • Tomografia computadorizada do abdômen sem contraste, o exame mais preciso, que mostra localização exata e complicações
  • Radiografia simples do abdômen, que detecta apenas parte das pedras, as que contêm cálcio
  • Exames de sangue e de urina, que completam a avaliação

Não. Muitas pedras são eliminadas com tratamento clínico. A escolha depende do tamanho e da localização da pedra, da intensidade dos sintomas e da presença de infecção ou obstrução.

  • Tratamento conservador, para pedras pequenas, com hidratação, analgésico e, às vezes, medicamento que relaxa o ureter
  • Litotripsia extracorpórea, com ondas de choque externas que fragmentam a pedra
  • Ureteroscopia, com aparelho fino introduzido pela uretra, que retira a pedra ou a fragmenta com laser
  • Nefrolitotripsia percutânea, para pedras maiores, com acesso direto ao rim por pequena incisão nas costas
  • Cirurgia aberta ou laparoscópica, hoje raramente necessária

Depende dos seus rins, e essa é uma pergunta que aparece muito em quem tem cálculo ou doença renal. Esses produtos trocam parte do sódio por potássio, e para quem tem rins normais isso pode ajudar a controlar a pressão. Já para quem tem doença renal crônica em fase mais avançada, o potássio extra pode se acumular e causar arritmia grave. Nesse grupo, não use sem orientação.

Infecção urinária de repetição e cálculo que volta pedem investigação da causa, não apenas tratamento da crise.

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Se a sua pressão não controla ou o seu exame de rim alterou, vamos investigar a fundo.