Um estudo dinamarquês mostrou resultados de que a atividade física durante o lazer traz benefícios à saúde, enquanto aquela realizada no trabalho tem resultados opostos quando falamos de mortalidade e saúde cardiovascular. O que isso significa? Que a atividade ocupacional foi associada a maiores riscos.
Para chegar a tal conclusão, foram observados mais de 100 mil indivíduos, com idades entre 20 e 100 anos, no Copenhagen General Population Study (Estudo de População Geral de Copenhague, na Dinamarca), que nos anos de 2003 a 2014 tiveram medições basais.
Foram utilizados questionários sobre lazer e atividade física ocupacional classificando os participantes como atividade baixa, moderada, alta e muito alta em ambas as categorias. Os modelos de regressão de Cox foram ajustados para 20 fatores de confusão em potencial, incluindo os socioeconômicos, como coabitação, estado civil, educação e renda familiar.
Paradoxo da atividade física
Essas descobertas fortaleceram o chamado “paradoxo da atividade física”, pois reforçam que um exercício não tem o mesmo efeito que outro. Além disso, foi observado um risco aumentado de 18% de mortalidade por todas as causas entre homens, mas não em mulheres, com alta atividade de trabalho.
Frequência cardíaca
Ao que tudo indica, o grupo de pacientes que praticava atividade física ocupacional, não mostrou aumento da frequência cardíaca durante o trabalho, sendo ela de baixa à moderada, não atingindo níveis altos o suficiente para a aptidão cardiorrespiratória.
Por que esse feito oposto? Porque as atividades físicas de lazer incluem exercícios de maior intensidade e durações mais curtas; já as ocupacionais envolvem movimentos mais estáticos e de menor intensidade durante o período de 7 ou 8 horas por dia, já que equivale ao dia de trabalho.
Estudos que falam sobre atividades ocupacionais são limitados, mas a ideia de que algumas delas possam ser prejudiciais não é nova. Nesse acompanhamento médio de 10 anos, houve:
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7.913 (7,6%) MACE (infarto do miocárdio fatal e não fatal, acidente vascular cerebral fatal e não fatal e outras mortes coronárias).
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9.846 (9,5%) mortes por todas as causas.