Hipertensão secundária: quando a pressão alta tem uma causa identificável e tratável

 

A hipertensão secundária é a pressão alta causada por uma doença ou condição específica que pode ser diagnosticada e, muitas vezes, tratada ou controlada.
Ela representa cerca de 5 a 10% dos casos de hipertensão, mas sua identificação é essencial para oferecer um tratamento direcionado e mais eficaz.

Com mais de 40 anos de experiência como nefrologista e especialista em hipertensão, atuando no Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e clínica particular em São Paulo, realizo investigação completa para identificar causas ocultas de pressão alta, muitas vezes negligenciadas.

  • Diferente da hipertensão primária (ou essencial), que é hereditária, a hipertensão secundária é consequência direta de uma doença de base.
    Ao tratar essa doença, é possível melhorar o controle da pressão e reduzir o número de medicamentos.

  1. Doenças renais
    • Doença renal crônica
    • Glomerulonefrites
    • Estenose da artéria renal
  2. Alterações hormonais (endócrinas)
    • Hiperaldosteronismo primário (excesso de aldosterona)
    • Feocromocitoma (tumor que produz adrenalina)
    • Síndrome de Cushing (excesso de cortisol)
    • Hipertireoidismo ou hipotireoidismo
  3. Outras condições
    • Apneia obstrutiva do sono
    • Uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, corticoides, anticoncepcionais)
    • Consumo excessivo de sal ou álcool
  • Pressão alta de início súbito em pessoas jovens ou acima de 60 anos
  • Hipertensão de difícil controle (mesmo com 3 ou mais medicamentos)
  • Alterações nos exames de sangue ou urina (creatinina alta, potássio baixo ou alto)
  • Picos de pressão acompanhados de palpitação, suor excessivo e dor de cabeça intensa
  • Pressão que sobe principalmente à noite (detectada no MAPA)
  • MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial)
  • Exames de sangue e urina para função renal e hormônios
  • Ultrassonografia com Doppler de artérias renais
  • Tomografia ou ressonância de abdome
  • Polissonografia (para investigar apneia)
  • Tratar a causa de base (por exemplo, cirurgia para remover tumor produtor de hormônio ou angioplastia para estenose de artéria renal)
  • Ajustar a combinação de medicamentos anti-hipertensivos
  • Controlar fatores de risco associados (peso, dieta, atividade física)
  • Acompanhar de perto a função cardíaca e renal
  1. A hipertensão secundária tem cura?
    Em alguns casos, sim – especialmente quando a causa é tratada cirurgicamente ou corrigida. Em outros, é possível melhorar muito o controle.

    1. Preciso de mais exames que a hipertensão comum?
      Sim. A investigação é mais detalhada para identificar a causa exata.
    2. A hipertensão secundária é mais perigosa?
      Ela pode ter riscos maiores se a causa não for tratada, pois tende a provocar elevações mais graves e súbitas da pressão.
  • Pressão alta difícil de controlar
  • Início súbito de hipertensão
  • Exames renais ou hormonais alterados
  • Crises hipertensivas repetidas

Minha experiência de décadas no diagnóstico de hipertensão e doenças renais me permite identificar causas ocultas e oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente, muitas vezes reduzindo a necessidade de medicamentos e evitando complicações graves.

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