Hipertensão Arterial: a pressão alta que pode ser silenciosa, mas perigosa
A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, afetando milhões de brasileiros. Muitas vezes não dá sintomas, mas pode causar danos sérios ao coração, ao cérebro, aos rins e aos vasos sanguíneos.
Com mais de 40 anos de experiência como nefrologista e especialista em hipertensão, atuando no Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e clínica particular em São Paulo, auxilio pacientes a diagnosticar e controlar a pressão arterial de forma precisa e personalizada.
A hipertensão ocorre quando a pressão que o sangue exerce contra as paredes das artérias permanece elevada de forma constante.
Considera-se pressão alta quando os valores ficam acima de 140/90 mmHg quando medida no consultório ou 130/80 mmHg quando medida em casa.
Mesmo sem sintomas, a hipertensão danifica silenciosamente órgãos vitais:
- Coração – aumenta o risco de infarto e insuficiência cardíaca
- Cérebro – eleva a chance de AVC
- Rins – favorece o desenvolvimento ou piora da doença renal crônica
- Vasos sanguíneos – acelera o processo de aterosclerose
Muitos pacientes descobrem a hipertensão por acaso, em um exame de rotina.
A hipertensão só tem sintomas quando o coração, cérebro, retina, rins e os vasos estão comprometidos. Quando surgem sintomas, eles podem incluir:
- Dor de cabeça frequente
- Tontura
- Visão turva
- Falta de ar
- Palpitações
É importante lembrar: a ausência de sintomas não significa que a pressão esteja controlada.
- Histórico familiar
- Idade acima de 40 anos
- Consumo excessivo de sal
- Obesidade
- Sedentarismo
- Consumo exagerado de álcool
- Estresse crônico
- Algumas doenças renais e hormonais
O diagnóstico é feito por medições corretas da pressão arterial.
Além da aferição no consultório, podem ser necessários:
- MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) – mede a pressão por 24 horas
- MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial) – mede a pressão em casa por alguns dias
Esses exames ajudam a diferenciar a hipertensão real de condições como a hipertensão do avental branco (quando a pressão só sobe no consultório).
O tratamento é individualizado e pode incluir:
- Mudanças no estilo de vida (redução de sal, dieta equilibrada, exercícios)
- Controle do peso
- Medicamentos anti-hipertensivos escolhidos de acordo com cada paciente
- Controle de fatores associados (colesterol, diabetes, apneia do sono)
- Minha pressão está alta mesmo tomando remédio. O que fazer?
Pode ser hipertensão resistente. É preciso investigar causas ocultas, como apneia do sono, excesso de sal na dieta ou problemas renais. - Posso ter pressão alta só à noite?
Sim. O padrão noturno alterado aumenta o risco cardiovascular e deve ser avaliado com o MAPA. - A hipertensão tem cura?
Na maioria dos casos, não. Mas pode ser controlada, evitando complicações.
- Se a pressão está frequentemente acima de 140/90 mmHg no consultório ou acima de 130/80 mmHg em casa
- Se já teve AVC, infarto ou problema renal
- Se apresenta sintomas como dor de cabeça persistente, falta de ar ou palpitações
- Se já está em tratamento mas a pressão continua alta
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