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Qual a ligação entre enxaqueca e pressão arterial?

By 20 de maio de 2020 No Comments

Muitas pessoas me perguntam qual a ligação entre enxaqueca e pressão arterial. Aliás, perguntam se ela sequer existe. E, sim, existe. Entretanto, ao longo do tempo, descobrimos que não era exatamente como se pensava.

 

Antigamente, achávamos que a pressão alta dava dor de cabeça. Na verdade, acontece o oposto. Hoje, sabemos que qualquer dor eleva a pressão porque a pressão arterial é uma variável fisiológica, influenciada por vários fatores. Ela tende a se elevar com emoções fortes, durante a prática de exercícios físicos, durante o uso do cigarro ou de bebida alcoólica e com sensações dolorosas.

 

A enxaqueca, por se tratar de uma dor de cabeça de moderada a forte intensidade, pode determinar a elevação da pressão arterial como um fenômeno secundário, ou seja, a pressão alta é uma consequência, e não a causa da enxaqueca. A pressão alta por si só, geralmente, não costuma causar dor de cabeça, a não ser que esteja em níveis muito elevados.

 

Entendendo a enxaqueca   

 

Estima-se que, no Brasil, 31 milhões de pessoas sofram de enxaqueca e, ao contrário do que muitos pensam, o distúrbio não é frescura e pode ocorrer em qualquer idade. As mulheres são as mais afetadas, quando adolescentes ou jovens adultas.

 

Sua causa ainda é indefinida pela ciência, mas existem alguns fatores considerados gatilhos, como insônia; jejum prolongado; fumo, estresse; consumo de açúcar, café, chocolate e bebidas alcoólicas; alguns tipos de perfumes e alterações hormonais.

 

Nem toda dor de cabeça é enxaqueca. São alguns sintomas que definem o quadro de migrânea, como também é chamada. São eles:

 

  • enxaqueca

    Dor com intensidade moderada ou muito forte, com características pulsátil e latejante;

  • Depressão;

  • Agitação;

  • Vômitos;

  • Náuseas;

  • Irritabilidade;

  • Hipersensibilidade à luz e a certos sons.

 

Após o diagnóstico, o tratamento é definido de acordo com as características das dores do paciente e a frequência de suas crises. Infelizmente, não há uma cura, portanto o objetivo do tratamento é suprimir os sintomas e evitar que novos eventos ocorram, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Decio Mion

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