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Otimismo pode estar associado à maior expectativa de vida?

By 29 de outubro de 2020 No Comments

Será que o otimismo está associado à maior expectativa de vida? O otimismo é um atributo psicológico caracterizado como uma expectativa geral de que coisas boas acontecerão, ou a crença de que o futuro será favorável porque desfechos importantes podem ser calculados. Hoje falarei sobre um estudo que fez essa análise e me foi apresentado pela Dra. Lucélia Magalhães.

 

A maioria das pesquisas sobre longevidade excepcional tem investigado fatores biomédicos associados à sobrevivência. Entretanto, os trabalhos mais recentes sugerem que os fatores não biológicos, ou seja, fatores psicossociais, também são importantes. Entre eles, o otimismo.

 

Os pesquisadores trabalharam com a hipótese de que maior otimismo estaria associado à maior expectativa de vida e maior probabilidade de longevidade excepcional.

 

“Mas de onde vem o otimismo?”, você pode se perguntar. Pode não parecer, mas cerca de 25% da carga de otimismo é hereditária. O restante é moldado por fatores sociais e estruturais e, também, podem ser aprendidos.

 

Longevidade, sim!

 

Os resultados foram surpreendentes, pois mostraram que o otimismo pode estar relacionado de 11 a 15% a uma vida útil mais longa, em média. Ainda, há maiores chances da “longevidade excepcional”, aquela que vai além dos 85 anos. É importante salientar que essas relações foram consideradas independentes de status socioeconômico, condições de saúde, depressão, integração e comportamentos de saúde, tais como, fumo, dieta e consumo de álcool.

 

A pesquisa foi feita com 2 coortes, mulheres do Nurses’ Health Study (NHS) e homens do Veterans Affairs Normative Aging Study (NAS), com acompanhamento de 10 anos (2004 a 2014) e 30 anos (1986 a 2016), respectivamente. O otimismo foi avaliado com o Teste de Orientação de Vida e a Escala Revisada de Otimismo – Pessimismo do Minnesota Multiphasic Personality Inventory. Foram analisadas mais de 65 mil mulheres do NHS e mais de 1.400 homens do NAS.

 

Nas mulheres, o resultado foi de 86% delas vivendo até os 85 anos ou além, enquanto nos homens essa porcentagem foi de 56%.

 

Os resultados sugerem que o otimismo pode ser um importante recurso psicossocial para prolongar a expectativa de vida em idosos. Por isso, é preciso tentar, ao máximo, ser otimista e levar a vida com mais leveza.

 

Isso só prova o quanto o nosso organismo está totalmente interligado, físico e psíquico agindo em conjunto. Portanto, respire fundo, sorria e seja otimista!

Decio Mion

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