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Hábitos saudáveis para crianças pode ser a chave da longevidade

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Você já parou para pensar quais os impactos dos hábitos saudáveis para crianças? Saiba que mantê-los pode ser crucial para prolongar a vida, conforme estudo publicado em maio de 2022, no The New England Journal of Medicine.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam crianças de 1970 até 2019. Quase 40 mil pessoas, de países como Estados Unidos, Finlândia e Austrália, foram incluídas nos dados. 

Cinco indicadores foram acompanhados:

  • Índice de massa corporal (IMC);

  • Pressão arterial sistólica;

  • Valor total do colesterol;

  • Triglicerídeo;

  • Tabagismo.

No fim da avaliação, 800 pessoas tiveram pelo menos um problema cardiovascular, como ataque cardíaco – destes eventos, mais de 300 levaram os participantes à morte. 

Aqueles que tinham irregularidades desde a infância para todos os cinco fatores analisados, tinham o risco aumentado em três vezes de manifestar uma doença cardiovascular. Nesta análise, os principais riscos, em ordem, foram: tabagismo, IMC, pressão arterial sistólica, triglicérides e colesterol.

A descoberta também elucidou que apresentar um problema em qualquer um dos cinco aspectos já deve ser motivo de preocupação para aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. 

Sendo assim, a conclusão é a seguinte: hábitos saudáveis para crianças importam e devem ser mantidos!

Criança saudável, adulto saudável 

Nos primeiros anos de vida, manter os hábitos saudáveis para crianças é responsabilidade dos pais, claro. Porém, ao decorrer da vida, estes filhos passam a tomar decisões sozinhos – e o papel dos responsáveis na infância faz a diferença nessa fase. 

No caso da hipertensão, por exemplo, a doença é assintomática e, por isso, o conceito de ir ao médico apenas quando passa mal é um mito. As crianças também devem ser ensinadas sobre a necessidade de consultas de rotina e hábitos saudáveis.

A evolução de doenças crônicas e cardiovasculares são agravadas por hábitos ruins e falta de tratamento adequado. Para ter uma vida mais longa, o reconhecimento de um acompanhamento preventivo todos os anos é essencial. 

Ensine seu filho desde pequeno sobre os maus hábitos, dê o exemplo em casa e ofereça uma alimentação saudável, incluindo a prática de exercícios físicos. Na infância, os hábitos saudáveis para crianças podem ser vistos como desnecessários, mas garantem mais saúde e anos de vida!

Otimistas vivem mais, aponta estudo 

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Você já parou para se perguntar o que faz uma pessoa viver mais? Os fatores nesta conta não são simples, mas uma nova pesquisa, conduzida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica Journal of the American Geriatrics Society, aponta que os otimistas vivem mais. 

 

A descoberta considerou as condições em viver mais de 90 anos e concluiu que, neste cenário, os otimistas vivem mais e se sobressaem. Os fatores estruturais também teriam impacto na análise. 

 

O otimismo aumentaria, em média, 5,4% a chance de uma vida mais longa. Já o estilo de vida teve um impacto “modesto” na equação no qual os otimistas vivem mais, conforme os cientistas norte-americanos descobriram.

Período de estudos

A pesquisa contou com 159 mil mulheres, e todas elas responderam a um questionário que envolvia dados demográficos, como idade e educação, informações sobre otimismo e saúde.

 

Depois disso, as informações foram cruzadas em um computador para, enfim, chegar ao resultado: os otimistas vivem mais. A tecnologia contou com análise das diversas variáveis.

 

De acordo com uma das autoras da pesquisa, diversos estudos anteriores se concentraram em déficits ou fatores que aumentam os riscos de doenças e morte prematura. As descobertas deste sugerem que há benefícios em focar nos aspectos psicológicos positivos, como o otimismo, com o objetivo de promover a longevidade e o envelhecimento saudável em diferentes grupos.

 

Essa não é a primeira vez que pesquisadores concluem que otimistas vivem mais. Um outro estudo, realizado nos Estados Unidos, com predominância de mulheres, apontou que o otimismo poderia aumentar a expectativa de vida em até 15%. 

 

Neste cenário, há de se admitir que o otimismo pode contar com mais pesquisas em relação ao aumento da longevidade. Seria o otimismo o segredo para uma expectativa de vida maior? Mais estudos poderão responder isso – e eu espero que sim. 

 

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As emoções e a pressão alta: será que existe relação?

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Você já achou que alguma situação fez sua pressão subir? Muita gente se preocupa com o resultado e acha que corre risco de saúde, mas é importante entender o funcionamento dos batimentos cardíacos antes de se desesperar. E já adianto: as emoções e a pressão alta têm, sim, relação. 

É comum quando alguém sente uma grande emoção, logo começar a passar mal e achar que precisa ir ao pronto-socorro ou tomar algum tipo de medicação para baixar a pressão. É como se a emoção causasse uma espécie de emergência médica e houvesse até risco de vida, mas está bem longe de ser assim. 

Na realidade, essas mudanças causadas pelas emoções, que elevam a pressão, são completamente normais. A pressão oscila em minutos – a cada batida do coração existe uma pressão diferente, você sabia? 

Por exemplo, se eu pedisse para um estudante de medicina, com a pressão normal de 12 por 8, realizar cálculos aritméticos, a pressão dele poderia aumentar. Essa situação não significa uma doença ou algo perigoso, a hipertensão só acontece quando a pressão está alta mesmo em repouso.

As emoções que elevam a pressão

Essas elevações, relacionadas a emoções e a pressão alta, não têm nenhum significado, pois são uma resposta natural do organismo. Quando acontecem, há aceleração dos batimentos cardíacos, e isso faz com que seja preciso maior circulação de sangue.

O fluxo maior faz com que a força em relação às paredes das artérias também aumente, e esse mecanismo do organismo gera a elevação da pressão. Se a pessoa conseguir ficar em repouso, após as emoções se acalmarem, a pressão alta tende a baixar normalmente.

Saiba que, quando se está nervoso, o ideal é nem medir a pressão, pois naturalmente o resultado não estará adequado. “Mas Dr., corro risco de vida no caso de uma emoção muito forte?” Não, é muito raro que um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) aconteça pela pressão em pessoas sem hipertensão. 

Agora que você sabe a relação entre as emoções e a pressão alta, não significa que você pode usar isso como desculpa. Saiba que se os seus pais forem hipertensos, o risco de você desenvolver a doença é ainda maior. O ideal é não faltar nas consultas médicas e ficar de olho na pressão, já que a hipertensão é uma doença assintomática. Ficou com alguma dúvida? Me acompanhe nas redes sociaispublico conteúdos semanalmente sobre hipertensão, doenças renais e recomendações para a qualidade de vida!

Como prevenir a hipertensão com uma dieta rica em proteínas

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Se você tem familiares ou conhece alguém com pressão alta, provavelmente já perguntou ou pesquisou “como prevenir a hipertensão”, certo? Há vários hábitos que podem influenciar e reduzir o risco da doença, mas um novo estudo sugere que a alimentação pode ser crucial neste processo.

 

Leia também: O que é salitre?

 

A descoberta foi a seguinte: os participantes de uma pesquisa que consumiram, em média, 100 gramas de proteína por dia tiveram 40% menos chance de desenvolverem hipertensão, se comparado com aqueles que comeram quantidade menor – é o que sugere o recente estudo da Universidade de Boston. 

 

A pesquisa levou em consideração a proteína de origem animal ou vegetal, então se você deseja saber como prevenir a hipertensão este pode ser um primeiro passo. Importante destacar que os benefícios da ingestão de proteína foram percebidos entre homens e mulheres, mesmo aqueles que estavam acima do peso. 

 

Entre os veganos, um passo de como prevenir a hipertensão estaria em apostar nos alimentos vegetais ricos em proteína, como abacate, nozes, arroz integral, feijão e lentilha, entre outros; já para aqueles sem restrições, é possível comer alimentos como ovo, carne vermelha, peixe e leite.  

 

Período de estudos

A pesquisa foi minuciosa e contou com o monitoramento da pressão arterial dos participantes durante 11 anos, feito com investimentos do National Heart, Lung, and Blood Institute’s Framingham Heart Study e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 

 

Afinal, a ingestão de proteína seria suficiente para responder a pergunta “como prevenir a hipertensão?”. Esta é uma sugestão que pode ser utilizada, de acordo com o estudo, mas não substitui outros hábitos já conhecidos e que também devem ser integrados na rotina, como praticar exercícios físicos e reduzir a quantidade de sal da alimentação.

 

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sal embaixo da língua

Sal embaixo da língua para subir a pressão funciona?

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Muita gente acredita que, quando tem pressão baixa, tontura ou qualquer sintoma que leve a acreditar que o desmaio esteja próximo, a solução seria colocar sal embaixo da língua. A ideia até pode parecer boa e prática, mas o problema é que não é bem assim! 

O princípio de que o sal é responsável pelo aumento da pressão arterial até faz sentido, o que está errado é achar que o efeito do sal embaixo da língua é instantâneo.

Veja também: Conheça a Dash: uma dieta para hipertensos

Em outras palavras: colocar sal embaixo da língua para aumentar a pressão é um mito! O sal, vilão da hipertensão, não é absorvido pelo organismo com tanta rapidez, como num passe de mágica. 

Quando uma pessoa ingere sal, a retenção de líquido é uma consequência que faz a pressão subir. Este processo é realizado pelo rim, mas o órgão demora horas ou até um dia para causar este efeito com a água e o sal no organismo. 

Ou seja, embora o conselho “coloca sal embaixo da língua“, “come uma azeitona” ou qualquer outro parecido seja dado na melhor das intenções, não deve ser seguido e nem pode evitar um desmaio.

Hipotensão arterial 

O quadro de queda excessiva de pressão, tontura, podendo até levar a um desmaio tem nome: hipotensão arterial. 

Ao invés de investir em alimentos salgados ou sal embaixo da língua, o correto é a pessoa com os sintomas deitar no chão e elevar as pernas. Essa atitude fará com que o sangue vá para a cabeça e o corpo volte ao normal.

Os motivos para hipotensão arterial podem ser variados, mas se isso acontece com frequência, a recomendação é procurar um especialista.

Nada de seguir mitos ou se automedicar, combinado? Um especialista poderá indicar a conduta adequada para o seu caso e auxiliar em tratamentos que controlem esse quadro.

Há diversos mitos que podem estar atrapalhando a sua saúde e você nem sabe. Por isso, me acompanhe nas redes sociais – publico conteúdos semanalmente sobre hipertensão, doenças renais e recomendações para a qualidade de vida! 

 

Hábitos saudáveis aumentam expectativa de vida de idosos e reduzem risco de demência

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Se você é do tipo de pessoa que precisa de estímulos para manter uma vida mais regrada e daquele incentivo para fazer atividades físicas, uma nova pesquisa pode ajudar a te animar: algumas atitudes podem influenciar diretamente na qualidade de vida dos idosos.

 

Leia também – Conheça a Dash: uma dieta para hipertensos

 

Um novo estudo sugere que os hábitos de vida saudáveis podem retardar o declínio cognitivo e diminuir o risco de demência e Alzheimer, o que contribuiria para a qualidade de vida dos idosos.

 

Os pesquisadores realizaram avaliações neurocognitivas clínicas para chegar a estas conclusões. A descoberta levou em consideração cinco fatores: dieta, atividades cognitivas, atividade física, tabagismo e consumo de álcool. Ao todo, 10 mil pessoas participaram da pesquisa.

 

Aos 65 anos, também foi constatado que pessoas com quatro ou cinco dos fatores analisados dentro do ideal tiveram expectativa de vida mais longa em comparação com outras com zero ou um dos itens.

Comece hoje mesmo!

 

Os hábitos de vida influenciam na saúde como um todo e na qualidade de vida dos idosos – se engana quem acredita que apenas a hereditariedade conta na hora da manifestação de doenças. Por isso, anote:

 

Exercício físico: pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS);

 

Bebida alcoólica: a recomendação mais adequada para saúde do hipertenso é não beber, mas aqueles que bebem devem não ultrapassar o limite;

 

Alimentação adequada: não existe uma dieta padrão para todos, mas para os hipertensos uma descoberta é a Dash. Lembre-se de consultar um especialista!

 

Anotou? E o mais importante: não falte às consultas e siga as orientações individualizadas para o seu caso!

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Aspirina para o coração: o uso diário previne doenças cardiovasculares?

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Há uma ideia comum de que aspirina para o coração pode ser bom – mas isso é um mito!

 

O uso de aspirina na prevenção primária de doenças cardiovasculares tem sido muito questionado. Inicialmente, é importante lembrar que prevenção primária é a que se destina a prevenir doenças, ou seja, usar aspirina em quem não tem doença cardiovascular, mas tem fatores de risco que favorecem o aparecimento desta doença, tais como: tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão ou níveis elevados de colesterol.

 

Veja também: Conheça a Dash: uma dieta para hipertensos

 

A prevenção secundária é realizada em pessoas que já tem doença cardiovascular, como os pacientes que já tiveram AVC, infarto, colocação de um stent de artéria coronária ou cirurgia de revascularização do miocárdio, com o objetivo de evitar piora ou outras complicações da doença.

 

Um aspecto que precisa ser considerado na recomendação de aspirina para prevenção primária é que o uso diário de aspirina pode ocasionar problemas como sangramento do trato gastrointestinal, sangramento intracraniano e acidente vascular cerebral hemorrágico. O risco desses eventos adversos é maior em adultos com mais de 60 anos.

 

Desta forma, é preciso consultar um especialista e não tomar aspirina para o coração ou por outros motivos por conta própria.

 

As recomendações no uso da aspirina para o coração

Nesta semana, o US Preventive Services Task Force, atualizando recomendações prévias, concluiu que o uso de aspirina na prevenção primária de adultos de 40 a 59 anos que tenham risco de 10% ou mais de DCV em 10 anos tem pequeno benefício, devendo sua indicação ser individualizada, considerando especialmente o risco de sangramento. Após os 60 anos, a aspirina não tem benefício na prevenção primária de eventos cardiovasculares, sendo recomendado que não seja prescrita.

 

Em outras palavras, o uso de aspirina para prevenção de doenças cardiovasculares está longe de ser uma prática universal e consolidada. Por isso, antes de se automedicar, pense nos riscos da prática e não brinque com a sua saúde – consulte um especialista!

 

Há diversos mitos que podem estar atrapalhando a sua saúde e você nem sabe. Por isso, me acompanhe nas redes sociais – publico posts semanalmente sobre hipertensão, doenças renais e recomendações para a qualidade de vida.

dieta para hipertensos

Conheça a Dash: uma dieta para hipertensos

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Você certamente já ouviu falar que a alimentação faz toda diferença para a saúde; há inclusive, uma dieta para hipertensos, a Dieta Dash.

 

O padrão alimentar foi criado por cientistas norte-americanos e testado em pessoas com pressão alta, obtendo excelentes resultados. Os pesquisadores eram, mais especificamente, do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos (NHLBI, na sigla em inglês).

 

Veja também: Animais de estimação podem minimizar o declínio cognitivo em idosos

 

A ideia principal desta dieta não é o emagrecimento, mas, sim, auxiliar no controle da pressão arterial – que, sem tratamento, pode causar problemas cardíacos graves. 

 

A dieta conta com alguns princípios que auxiliam neste processo, apostando numa maior ingestão de cálcio, frutas e verduras, além da redução de gorduras saturadas e açúcares. Alguns dos nutrientes que, por meio dos dos alimentos, serão ingeridos em maior quantidade são o magnésio e o potássio – que comprovadamente auxiliam na redução da pressão arterial. 

Dieta para hipertensos: descobertas  e restrições

Uma excelente descoberta com esta dieta para hipertensos é que reduzir o sal não é a única alternativa para redução da pressão, já que uma dieta com frutas e legumes pode apresentar excelentes resultados. Mesmo assim, é importante pontuar que nesta dieta a recomendação é ingerir diariamente até 2300 miligramas de sódio, o que equivale a 5 gramas de sal.

 

Importante lembrar que, apesar de vantajosa para pessoas com quadro de pressão alta, é preciso que pacientes com insuficiência renal conversem com o seu médico, já que algumas recomendações da dieta podem ser restritas para este grupo. 

 

Como já dito acima, esta dieta para hipertensos não tem foco no emagrecimento, mas isso não significa que não possa ser aliada à perda de peso; com a redução de calorias e exercícios físicos, o seu efeito pode atingir o emagrecimento.  

 

Mas lembre-se que a dieta é um complemento do tratamento contra a hipertensão e não uma substituição. Não comece uma dieta por conta; procure um especialista para te ajudar neste processo. 

 

Por fim, não se esqueça de que o hipertenso tratado vive mais e melhor!

declínio cognitivo

Animais de estimação podem minimizar o declínio cognitivo em idosos

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Que os animais de estimação são uma excelente companhia é uma afirmação praticamente unânime. Agora, um novo estudo sugere que é muito mais que isso: ter um cão ou gato pode ser vantajoso para a saúde dos idosos, inclusive no declínio cognitivo

A descoberta explica que ser tutor de um animal de estimação poderia suavizar o declínio cognitivo com o avançar da idade, além de ter influência em quadros de hipertensão. Quando falamos na pressão alta, foi observado que os idosos com animais tinham menos chances de desenvolver a condição (44% versus 49%).

Todos os participantes no início do estudo estavam em estado de cognição normal, e com o passar dos anos aconteceu o declínio cognitivo, que se mostrou mais lento nos participantes que eram tutores de animais de estimação, principalmente daqueles que já viviam com o pet por um período maior. 

Retenção de líquido: você sabe o que pode ser?

Ao todo, o estudo acompanhou 1.369 pessoas por seis anos. O perfil dos participantes era de 50 anos ou mais. As descobertas foram apresentadas no American Academy of Neurology (AAN) 2022 Annual Meeting, em abril.

Importante mencionar que o estudo não conseguiu provar uma relação de causa e efeito, mas apontou evidências de que ter um animal de estimação pode ser uma boa opção para saúde, principalmente no declínio cognitivo.

 

Ter uma animal de estimação não é intervenção terapêutica

Apesar dos benefícios, a própria autora do estudo, Dra. Jennifer W. Applebaum, não recomenda ter um animal de estimação como intervenção terapêutica. A ideia, na verdade, é que quem já tenha um animal seja incentivado a mantê-lo por meio de políticas públicas, como assistência veterinária gratuita ou de menor custo para pessoas de baixa renda. 

Ela acredita, ainda, que a posse dos animais não deva ser apenas um meio para minimizar o declínio cognitivo, mas que, se a tese for comprovada, seja um motivo a mais para criar programas que auxiliem a iniciar ou manter a tutoria. 

Esperamos que os estudos avancem ainda mais. E você: já tem um animalzinho? Me conta o nome dele nos comentários e como te ajuda em relação à saúde! 

medir a pressão arterial em casa

Medir a pressão arterial em casa é melhor que no consultório?

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Muitos pacientes me procuram acreditando que apenas a medição da pressão arterial no consultório é importante, o que não é verdade. Por isso, neste blog vou explicar como medir a pressão arterial em casa e por que a prática é vantajosa. 

Primeiramente vamos entender o motivo dessa recomendação. Quem nunca chegou a uma consulta e percebeu que a pressão estava mais alta do que medida em casa? A sua pressão pode subir ou descer em curto período e estas variações podem ser de 120/80 para 200/120 milímetros de mercúrio sem que você sinta nada. De modo geral a primeira medida é mais alta do que as seguintes porque com o repouso a pressão vai baixando.

 

Parece estranho, certo? Mas, calma! A reação do corpo é bastante comum – principalmente as emoções ou atividade física podem influenciar os valores da nossa pressão. Por isso, a melhor maneira de acompanhar sua pressão é medir a pressão várias vezes e analisar a média das medidas. Lembre-se: é importante seguir à risca as recomendações de como medir a pressão arterial em casa. 

Como medir a pressão arterial em casa

Medir a pressão arterial em casa é simples: o braço deve estar apoiado em uma superfície, que pode ser uma mesa ou uma almofada, com o cotovelo levemente dobrado e a palma da mão para cima, de modo que a braçadeira fique na altura do coração.

 

Importante ressaltar ainda que a braçadeira deve estar na parte média do braço, ou seja, no meio da distância do cotovelo até o ombro. 

 

Para quem tem aparelho em casa, o ideal é medir pela manhã e à noite durante 7 dias. Sempre recomendo antes do desjejum e do jantar para não ter efeito da alimentação. É lógico que se for logo depois das refeições não tem problema.

 

Deve-se medir pelo menos 3 vezes e considerar a pressão mais baixa como a representativa daquele momento. Muitos recomendam a média, mas fica complicado para os pacientes fazerem média dos valores no dia a dia e a pressão mais importante é a mais baixa quando você está em repouso, mais tranquilo.

 

 

Meça pelo menos 3 vezes desde que a diferença entre as duas últimas medidas seja menor do que 5 pontos na pressão máxima. Caso a diferença seja maior, meça novamente até a diferença ser menor do que 5 pontos e considere a menor pressão representativa daquele momento.

 Veja também:

Relação das bactérias orais e hipertensão em mulheres mais velhas

Exemplificando: vamos supor que a pressão máxima na primeira medida foi 140 e a segunda foi 130. A diferença entre as duas medidas é maior do que 5 pontos, então precisa medir novamente. Vamos supor que a terceira foi 120. Novamente a diferença entre as medidas é maior do que 5 pontos. Tem que medir novamente. Vamos supor que a quarta medida foi 118. Pode parar de medir porque a diferença entre as duas últimas medidas foi menor do que 5 pontos. Considere o 118 como a medida representativa daquele momento.

 

 

Importante: nunca meça a pressão sem estar em repouso alguns minutos. Assim, medidas realizadas quando a pessoa está nervosa, estressada, quando teve algum desentendimento, não tem valor e não devem ser realizadas naquele momento. Além disso, esvazie a bexiga porque a vontade de urinar eleva a pressão e não tome café antes da medida.

 

Conte para mim nas redes sociais: você tem o hábito de medir a pressão arterial em casa? Sabia como medir? Compartilhe com os amigos e familiares!