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Decio Mion

declínio cognitivo

Animais de estimação podem minimizar o declínio cognitivo em idosos

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Que os animais de estimação são uma excelente companhia é uma afirmação praticamente unânime. Agora, um novo estudo sugere que é muito mais que isso: ter um cão ou gato pode ser vantajoso para a saúde dos idosos, inclusive no declínio cognitivo

A descoberta explica que ser tutor de um animal de estimação poderia suavizar o declínio cognitivo com o avançar da idade, além de ter influência em quadros de hipertensão. Quando falamos na pressão alta, foi observado que os idosos com animais tinham menos chances de desenvolver a condição (44% versus 49%).

Todos os participantes no início do estudo estavam em estado de cognição normal, e com o passar dos anos aconteceu o declínio cognitivo, que se mostrou mais lento nos participantes que eram tutores de animais de estimação, principalmente daqueles que já viviam com o pet por um período maior. 

Retenção de líquido: você sabe o que pode ser?

Ao todo, o estudo acompanhou 1.369 pessoas por seis anos. O perfil dos participantes era de 50 anos ou mais. As descobertas foram apresentadas no American Academy of Neurology (AAN) 2022 Annual Meeting, em abril.

Importante mencionar que o estudo não conseguiu provar uma relação de causa e efeito, mas apontou evidências de que ter um animal de estimação pode ser uma boa opção para saúde, principalmente no declínio cognitivo.

 

Ter uma animal de estimação não é intervenção terapêutica

Apesar dos benefícios, a própria autora do estudo, Dra. Jennifer W. Applebaum, não recomenda ter um animal de estimação como intervenção terapêutica. A ideia, na verdade, é que quem já tenha um animal seja incentivado a mantê-lo por meio de políticas públicas, como assistência veterinária gratuita ou de menor custo para pessoas de baixa renda. 

Ela acredita, ainda, que a posse dos animais não deva ser apenas um meio para minimizar o declínio cognitivo, mas que, se a tese for comprovada, seja um motivo a mais para criar programas que auxiliem a iniciar ou manter a tutoria. 

Esperamos que os estudos avancem ainda mais. E você: já tem um animalzinho? Me conta o nome dele nos comentários e como te ajuda em relação à saúde! 

medir a pressão arterial em casa

Medir a pressão arterial em casa é melhor que no consultório?

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Muitos pacientes me procuram acreditando que apenas a medição da pressão arterial no consultório é importante, o que não é verdade. Por isso, neste blog vou explicar como medir a pressão arterial em casa e por que a prática é vantajosa. 

Primeiramente vamos entender o motivo dessa recomendação. Quem nunca chegou a uma consulta e percebeu que a pressão estava mais alta do que medida em casa? A sua pressão pode subir ou descer em curto período e estas variações podem ser de 120/80 para 200/120 milímetros de mercúrio sem que você sinta nada. De modo geral a primeira medida é mais alta do que as seguintes porque com o repouso a pressão vai baixando.

 

Parece estranho, certo? Mas, calma! A reação do corpo é bastante comum – principalmente as emoções ou atividade física podem influenciar os valores da nossa pressão. Por isso, a melhor maneira de acompanhar sua pressão é medir a pressão várias vezes e analisar a média das medidas. Lembre-se: é importante seguir à risca as recomendações de como medir a pressão arterial em casa. 

Como medir a pressão arterial em casa

Medir a pressão arterial em casa é simples: o braço deve estar apoiado em uma superfície, que pode ser uma mesa ou uma almofada, com o cotovelo levemente dobrado e a palma da mão para cima, de modo que a braçadeira fique na altura do coração.

 

Importante ressaltar ainda que a braçadeira deve estar na parte média do braço, ou seja, no meio da distância do cotovelo até o ombro. 

 

Para quem tem aparelho em casa, o ideal é medir pela manhã e à noite durante 7 dias. Sempre recomendo antes do desjejum e do jantar para não ter efeito da alimentação. É lógico que se for logo depois das refeições não tem problema.

 

Deve-se medir pelo menos 3 vezes e considerar a pressão mais baixa como a representativa daquele momento. Muitos recomendam a média, mas fica complicado para os pacientes fazerem média dos valores no dia a dia e a pressão mais importante é a mais baixa quando você está em repouso, mais tranquilo.

 

 

Meça pelo menos 3 vezes desde que a diferença entre as duas últimas medidas seja menor do que 5 pontos na pressão máxima. Caso a diferença seja maior, meça novamente até a diferença ser menor do que 5 pontos e considere a menor pressão representativa daquele momento.

 Veja também:

Relação das bactérias orais e hipertensão em mulheres mais velhas

Exemplificando: vamos supor que a pressão máxima na primeira medida foi 140 e a segunda foi 130. A diferença entre as duas medidas é maior do que 5 pontos, então precisa medir novamente. Vamos supor que a terceira foi 120. Novamente a diferença entre as medidas é maior do que 5 pontos. Tem que medir novamente. Vamos supor que a quarta medida foi 118. Pode parar de medir porque a diferença entre as duas últimas medidas foi menor do que 5 pontos. Considere o 118 como a medida representativa daquele momento.

 

 

Importante: nunca meça a pressão sem estar em repouso alguns minutos. Assim, medidas realizadas quando a pessoa está nervosa, estressada, quando teve algum desentendimento, não tem valor e não devem ser realizadas naquele momento. Além disso, esvazie a bexiga porque a vontade de urinar eleva a pressão e não tome café antes da medida.

 

Conte para mim nas redes sociais: você tem o hábito de medir a pressão arterial em casa? Sabia como medir? Compartilhe com os amigos e familiares!

Retenção de líquido: você sabe o que pode ser?

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A retenção de líquido se dá quando a água é acumulada nos tecidos do organismo. A percepção do inchaço pode ocorrer com mais frequência nas pernas, nos pés ou nas costas de pessoas que passam muito tempo deitadas. 

Há quem reclame de uma impressão de peso nas pernas ou até mesmo que o sapato está mais apertado; e outros sintomas podem ser um desconforto geral e dor no corpo. Mas, afinal, o que pode levar a essas reações tão incômodas?

 

Causas da retenção de líquido  

Muitas são as variáveis que podem causar a retenção de líquido, como problemas renais, cardíacos ou hepáticos. Você sabia que o sal está entre eles? Confira a seguir! 

 

1.Excesso de sal 

Colocar sal a mais nos alimentos pode parecer uma postura inofensiva, mas o sódio presente pode causar problemas em todo organismo, como a retenção de líquido.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas 5 gramas de sal por dia, quando, na realidade, o brasileiro chega a consumir quase o dobro (9,34 gramas). Logo, fica fácil entender que aquela pitada a mais faz, sim, diferença. 

Além disso, os alimentos industrializados também contêm sódio – mineral que compõe o sal e deve ser limitado o seu consumo de até 2 gramas por dia.

 

2.Doenças renais 

Para além de um consumo excessivo de sal e bebida alcoólica, inchaço nas pernas e ao redor dos olhos podem ser sintomas de doenças renais.

 

3.Períodos hormonais 

A retenção de líquido pode também acontecer por causas hormonais, principalmente durante a  menopausa e o período pré-menstrual. 

 

Aposte na prevenção e na investigação! 

Para evitar a retenção de líquido não basta apenas mudanças de hábitos com uma alimentação saudável, mas, também, não deixar de realizar consultas de rotina e investigar a sua saúde. 

Reter líquido não deve ser considerado normal – é necessário uma investigação por especialista e uma mudança de hábito diária!

Relação das bactérias orais e hipertensão em mulheres mais velhas

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Um novo estudo sugere que a saúde bucal e a incidência de hipertensão em mulheres mais velhas teriam relação. A descoberta foi publicada no Journal of the American Heart Association (JAHA).

 

Ao todo, participaram do estudo 1.215 mulheres na pós-menopausa, com faixa etária média de 63 anos.

 

Na publicação, foram encontradas 245 cepas únicas de bactérias quando examinada a placa. Em 10 das bactérias, foi possível associar o aumento de risco de hipertensão em mulheres de 10% a 16%.

 

Os resultados, de acordo com os especialistas, são importantes principalmente para mulheres na pós-menopausa. Os estudiosos também chamaram a atenção para o fato de que, para muitas pessoas, apenas os fatores de risco mais tradicionais importam, como não realizar exercício físico, quando a saúde bucal também pode desempenhar um problema.

 

A relação do risco de hipertensão em mulheres e a saúde bucal pode causar preocupação e incentivar o tratamento precoce de bactérias que possam surgir, sejam quais forem os motivos.

 

 

Mulheres devem se atentar ao tamanho do manguito!

 

Como eu sempre venho dizendo por aqui, a única forma de diagnosticar a hipertensão é medindo a pressão – ao contrário do que muitas pessoas pensam, a doença é assintomática. A manifestação de sintomas significa que algum órgão já foi comprometido, o que é bastante perigoso. A descoberta da hipertensão em mulheres, porém, ainda tem um obstáculo: o uso do manguito no tamanho incorreto.

 

“Como assim, Dr.?” Para quem não sabe, o manguito é a braçadeira que é colocada no braço na hora de medir a pressão, e o tamanho inadequado influencia no resultado. Há um mito de que mulheres têm pressão baixa – o que acontece, na realidade, é que elas podem ter um braço com circunferência menor e, por usarem um manguito maior, obtêm um falso resultado falsamente baixo.

 

O contrário também é verdadeiro: mulheres que têm o braço mais grosso e utilizam o manguito normal podem ter resultado de uma pressão mais alta.

 

Por isso, é necessário apostar em um manguito adequado e ficar de olho nos resultados.

Lembre-se: a pressão normal em casa é considerada abaixo de 13 por 8 e, no consultório, abaixo de 14 por 9.

 

Não se esqueça que o diagnóstico da hipertensão em mulheres é fundamental, já que em tratamento o paciente vive mais e melhor!

 

O artigo foi útil? Descubra também o que é salitre e quais seus riscos para a saúde!

Você já ouviu falar de hipertensão renovascular? 

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Hipertensão renovascular não é um termo muito conhecido, mas é importante que você entenda o que é, já que ela é a segunda causa de hipertensão secundária, ou seja, hipertensão não hereditária, além de ser potencialmente curável.

A hipertensão renovascular se caracteriza por hipertensão acompanhada de estenose ou estreitamento parcial ou total, uni ou bilateral da artéria renal ou de seus ramos, desencadeando e mantendo isquemia renal significante, que geralmente ocorre com obstruções superiores a 70%. Muitas vezes este estreitamento ou até oclusão da artéria renal pode não ser a causa da hipertensão, o que exige que um especialista avalie caso a caso.

Sua prevalência é de 2% na população mundial de hipertensos, sendo mais comum em hipertensos graves, refratários ou com hipertensão maligna ou acelerada, e em pacientes mais idosos.

Cerca de 90% dos casos de hipertensão renovascular são causados pela doença aterosclerótica que ocasiona a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias; 9% são causados por displasia fibromuscular e 1% por outras causas, conforme revisão do assunto

A doença renovascular, além da hipertensão, pode ocasionar insuficiência renal, principalmente entre os pacientes mais idosos ou naqueles mais jovens portadores de arterite – inflamação das paredes das artérias.

Hipertensão renovascular: o diagnóstico

O padrão-ouro é a arteriografia renal convencional, porém ela é invasiva e não deve ser utilizada como procedimento inicial. A angiografia por ressonância nuclear magnética ou a tomografia computadorizada também fornecem as mesmas informações.

O ultrassom com Doppler renal é o método não invasivo recomendado para o rastreamento da estenose da artéria renal.

Hipertensão renovascular: o tratamento

Os procedimentos de revascularização são indicados para os portadores de displasia fibromuscular e para os pacientes com placas ateroscleróticas que não conseguem controlar a pressão arterial ou tenham perda progressiva da função renal ou descompensação cardíaca com edema agudo de pulmão, insuficiência cardíaca e angina refratária.

Os fatores de risco da hipertensão renovascular são:

  • História de hipertensão com insuficiência renal (nível de creatinina sérica > 1,5 mg/dL) e proteinúria modesta (níveis < 1,5 g/dia);

  •  Insuficiência renal progressiva;

  • Hipertensão acelerada ou maligna;

  • Hipertensão grave (pressão arterial diastólica > 120 mm Hg);

  •  Hipertensão com rim assimétrico;

  • Piora paradoxal da hipertensão com terapia diurética;

  •  Hipertensão refratária à terapia padrão.

 

Acompanhamento de um especialista é essencial!

A aterosclerose, principal causa da hipertensão renovascular, apresenta uma evolução silenciosa; por isso, os exames de rotina e visitas médicas são tão importantes para o diagnóstico. 

 

E vale destacar que mudanças de hábitos podem diminuir o risco de ter a doença: fazer exercícios físicos regularmente, optar por uma alimentação balanceada, manter o peso corporal adequado e controlar outras doenças, como diabetes e colesterol elevado.

 

Cuide da sua saúde e daqueles que você ama – faça um acompanhamento preventivo!

O que é cálculo renal? Confira tudo o que você precisa saber!

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Você já deve ter ouvido falar sobre o cálculo renal (nefrolitíase), certo? Ou ao menos da forma como ele é conhecido popularmente: pedra nos rins. Mas você sabe o que é cálculo renal e como ele é causado? Confira a seguir as principais informações que você precisa saber. 

Veja também: Os riscos dos medicamentos diuréticos

O primeiro fato é que a condição é um dos problemas renais mais comuns. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia apontam que uma em cada 10 pessoas no mundo corre o risco de ter problemas renais. Por isso, é importante ficar atento. 

O cálculo renal  ocorre pela união de cristais na urina que se juntam nos rins formando o cálculo. O processo é comparado com os grãos de areia que podem se juntar e formar uma “pedra”.

Entender o que é cálculo renal, seus sintomas e tratamento é importante para cuidar da sua saúde e daqueles que você ama.

Os sintomas 

O cálculo renal pode não manifestar sintomas inicialmente e resultar, depois, numa dor muito forte, na região da lombar e da bexiga; isso acontece quando a pedra se movimenta, podendo até entupir o ureter – dois tubos que ligam os rins à bexiga.

Medicamentos na veia podem ser uma das únicas alternativas para melhorar a dor intensa. Outros sintomas podem ser: náuseas, vômitos e febre.

 

As causas

Agora que você já sabe o que é cálculo renal é importante entender alguns hábitos que podem favorecer a doença. Confira e perceba se estão presentes na sua rotina para mudar agora mesmo: 

  • Não ingerir água o suficiente durante o dia; 

  • Ingerir sal e proteínas em excesso;

  • Falta de tratamento de infecções urinárias recorrentes.

Importante: se ocorrem desde a infância, os cálculos renais podem não ser por causas externas, mas sim, por erros inatos do metabolismo e/ou doenças genéticas – exemplos são a cistinúria ou a hiperoxalúria primária.

 

Do que são feitos os cálculos renais?

Conforme mencionei no início do texto, o cálculo renal ocorre pela união de cristais na urina que se juntam nos rins, mas é importante também dizer do que eles são feitos. 

Os cálculos são formados de uma reação físico-química complexa, que é responsável pela agregação de cristais na urina. Sendo que sua composição pode incluir cálcio (80%), além de outras substâncias: ácido úrico (5-10%), associado a infecções (5-10%), de cistina (1%), e outros casos menos comuns, como de medicações dos antiretrovirais para tratamento do HIV (1%).


Os tratamentos

Ao contrário do que se recomendava antigamente, NÃO se deve ingerir mais líquidos durante uma crise. Isso pode fazer com que exista maior pressão da urina no rim, favorecendo o aumento das dores.

Durante as crises, um especialista pode recomendar o uso de analgésicos – e não se esqueça: a automedicação não deve acontecer. 

Alguns tratamentos podem ser realizados para a pedra nos rins: 

  • Litotripsia – utilização de ondas de choque que podem fragmentar o cálculo e facilitar a eliminação pela urina; 

  • Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio, o cálculo é retirado depois de se fragmentar;

  • Ureteroscopia: por via endoscópica, a pedra nos rins alojada no ureter pode ser retirada.

O tipo de tratamento a ser seguido vai depender de cada caso, e somente o médico poderá avaliar! Espero que este texto explicando o que é cálculo renal tenha ajudado a esclarecer as suas dúvidas. Caso ainda tenha alguma pergunta, me envie nas minhas redes sociais. 

Os riscos dos medicamentos diuréticos

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Há quem acredite que utilizar uma dose elevada de medicamentos diuréticos, maior que a recomendada pelo médico, auxilia na redução da pressão; outros buscam nos medicamentos diuréticos uma oportunidade de emagrecer. Por isso, resolvi fazer este texto para expor os riscos causados por estes remédios. 

Primeiramente, gostaria de lembrar que os medicamentos diuréticos em si não são os grandes vilões, mas, sim, a forma como as pessoas os utilizam – seja sem o acompanhamento médico adequado ou aumentando a dose recomendada pelo especialista por conta própria – e o maior risco de todos: a automedicação sem qualquer prescrição médica.

Quando um especialista recomenda determinado tratamento, é porque ele já analisou todo o quadro do paciente e sabe o que é ideal ou não.

Digo tudo isso para que não fique dúvidas: seguir a recomendação do especialista é o ideal quando falamos em medicamentos diuréticos. Existem 3 tipos de diuréticos:

1) Diuréticos de Alça: Furosemida e Bumetanida. São diuréticos potentes utilizados quando o paciente está com bastante edema (inchaço).

2) Diuréticos Tiazídicos: Hidroclorotiazida e Clortalidona. São diuréticos suaves utilizados para tratamento da hipertensão.

3) Diuréticos Poupadores de Potássio: Espironolactona e Triantereno. São diuréticos geralmente utilizados em associação aos diuréticos tiazídicos num mesmo comprimido para evitar a redução dos níveis de potássio – hipocalemia.

Efeitos colaterais dos medicamentos diuréticos

Usados sem acompanhamento médico, os medicamentos diuréticos podem levar a uma série de reações como impotência, erupções cutâneas, náuseas, tonturas, letargia, e efeitos colaterais subjetivos.

Outros dois efeitos colaterais são:

  1. Hipovolemia – condição caracterizada por diminuição da quantidade de líquido do organismo que pode ocorrer com o uso de diuréticos potentes – diuréticos de alça – como furosemida e bumetamida; e 

  2. Hipocalemia leve (nível abaixo do normal de potássio) que pode gerar reações como cãibras musculares e  arritmias e está associada a medicamentos diuréticos não poupadores de potássio que são os diuréticos de alça e os diuréticos tiazídicos. 

Já a hiponatremia que acontece quando os níveis de sódio estão baixos no sangue – é mais rara, mas pode acontecer e ser grave e geralmente ocorre com diuréticos de alça. Outros efeitos raros são erupções cutâneas, trombocitopenia, pancreatite e nefrite intersticial, e ototoxicidade da furosemida. 

Por estes motivos, os diuréticos JAMAIS devem ser utilizados em dose elevada sem recomendação médica ou com o simples intuito de emagrecimento. Perder peso e diminuir a pressão pedem análises e atitudes mais complexas do que apenas tomar medicamentos diuréticos, é necessário uma mudança de estilo de vida.

Faça um acompanhamento com especialista e evite complicações futuras!

O artigo foi útil? Descubra também o que é salitre e quais seus riscos para a saúde!

Vamos entender o que é salitre! 

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Você já deve ter ouvido alguém de estômago estufado jogar a culpa no salitre, como se ele fosse uma espécie de tempero utilizado em restaurantes de self-service – principalmente porque, em tese, ele diminuiria o apetite. Mas será que isso é mesmo verdade? Afinal, o que é salitre

 

O salitre é o nitrato de potássio, tendo aspecto semelhante ao sal de cozinha. Sua origem parte de nitrato de sódio, que pode ser encontrado em desertos chilenos. Em síntese, o nitrato de sódio passa por uma processo químico junto a uma solução de cloreto de potássio, originando o salitre no final. 

 

Agora que você já sabe o que é salitre, vamos para a próxima dúvida: seria mesmo verdade que os restaurantes utilizam o ingrediente como tempero? 

 

A nutricionista e professora na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Rosemarly Candil, afirma que informação não procede: “Esse mito surgiu porque antigamente em prisões, mosteiros e quartéis se utilizavam [de salitre] na produção das refeições para diminuir o desejo sexual”, conta. 

 

E a verdade é que o salitre não é utilizado pelos restaurantes; e um dos motivos para o não uso seria, inclusive, por ser mais caro que o sal tradicional.

 

 

Salitre deve ser evitado 

 

Agora que você já sabe o que é salitre e o mito dele ser incluído nos restaurantes, é importante entendermos suas reais aplicações. 

 

O nitrato de potássio é utilizado para preservar carnes e também para a produção de embutidos, como salsichas e linguiças. O salitre atua, na verdade, em processos da indústria alimentícia, conservando a cor e sabor das carnes, além de ser uma proteção  contra os micro-organismos.

 

Mesmo não sendo incluído nos restaurantes, a recomendação é que alimentos que tenham salitre em sua composição sejam evitados, já que eles são processados e podem ser ricos em gordura, sal e açúcar. 

 

Lembre-se: a alimentação é fundamental para se manter mais saudável e livre de doenças. Analise sempre o que você ingere, já que o excesso de sal é um grande problema para hipertensos, e a situação pode ficar ainda pior para as pessoas acima do peso. Alguns alimentos já contêm sal, então o ideal é sempre ficar atento para não exagerar! 

 

O artigo foi útil? Descubra também se o sal do himalaia é o melhor do mundo – leia o meu artigo especial sobre o assunto!

Condições climáticas e doenças renais têm ligação, aponta estudo

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Pesquisa recente descobriu que as alterações climáticas teriam também relação com as doenças renais. Surpreso? A seguir, explico o que diz o estudo e como se prevenir! 

As descobertas mostram que no Brasil, de 2000 a 2015, um total de 7,4% das internações por doenças renais tinham relação com a elevação da temperatura. Para se ter uma ideia do impacto, a conclusão é de que, em média, 1ºC a mais na temperatura média diária signifique o aumento de risco de 0,9% de doença renal. 

“Os segmentos mostraram que, quando as cidades brasileiras saem da faixa de conforto térmico de cada uma delas, os mais vulneráveis da população – crianças e idosos – têm maior risco de ter que ir ao hospital para cuidar de uma doença renal”, disse ao Medscape um dos autores do estudo, o Dr. Paulo Saldiva, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) e professor titular de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Para o grupo de crianças (de zero a quatro anos) e idosos, o risco de doenças renais é ainda mais significativo, sendo que para cada 1ºC de elevação da temperatura a chance sobe 3,5%. 

O estudo foi publicado em 31 de outubro no periódico The Lancet Regional Health – Americas e contou com pesquisadores da Monash University, na Austrália, e do Instituto de Estudos Avançados, da Universidade de São Paulo (USP).

 

Como prevenir doenças renais? 

Prevenir as doenças renais, principalmente para quem vive em regiões mais quentes, é fundamental. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, outros fatores de risco são hipertensão arterial, diabetes e doenças familiares.

Porém, outras atitudes podem também comprometer a saúde dos rins. Por isso, aposte na mudanças de hábitos, tais como:

  • Não fumar; 

  • Ficar atento ao excesso de sal, carne vermelha e gorduras;

  • Beber água – veja a quantidade adequada em minha publicação; 

  • Evitar excesso de bebida alcoólica;

  • Não se automedicar; 

  • Controlar o colesterol e a glicose;

  • Fazer um check-up pelo menos uma vez no ano;

  • Comer de forma saudável, evitando a obesidade.

Em casos mais graves de doenças renais, a diálise ou a hemodiálise podem ser recomendadas para o tratamento – e até permanecer para a vida inteira. Cuide-se hoje e evite complicações severas no amanhã!

Idosos infectados pela Covid-19 têm mais chances de ter outros problemas de saúde

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Um total de 32 a cada 100 idosos infectados pela Covid-19 em 2020 apresentaram novo problema de saúde nas semanas seguintes à infecção inicial. Os resultados são de uma pesquisa recente publicada no jornal científico britânico The BMJ

 

Os idosos infectados pela Covid-19 têm risco duas vezes maior de desenvolver outros problemas de saúde, se comparados aos mais jovens

 

A sequela aguda mais comum entre os idosos foi de insuficiência respiratória, mas outros problemas também foram relatados, como condições cardíacas, renais, pulmonares, hepáticas, cognitivas e mentais.

 

Para chegar aos resultados, os pesquisadores selecionaram quatro grupos: um com pessoas com diagnóstico de Covid-19, dois de não infectados em 2020 e 2019 e, o último, de diagnosticados com doença viral do trato respiratório inferior.

 

A conclusão é de que os idosos que foram diagnosticados com coronavírus tiveram mais risco de desenvolver as doenças a seguir:

 

  • Insuficiência respiratória (risco 7,55% maior);

  • Fadiga (risco 5,66% maior);

  • Hipertensão arterial (risco 4,43% maior);

  • Problemas de memória (risco 2,63% maior);

  • Lesão renal (risco 2,59% maior);

  • Diagnósticos de saúde mental (risco 2,5% maior);

  • Distúrbios de coagulação do sangue (risco 1,47% maior);

  • Distúrbios do ritmo cardíaco (risco 2,9% maior).

As sequelas encontradas persistiram além de 30 dias, e o risco de desenvolvimento das condições foi ainda maior nos idosos hospitalizados devido a Covid-19, chegando a 23,6%. 

 

Ao todo, os pesquisadores investigaram os registros de 133 mil pessoas com 65 anos ou mais que tiveram diagnóstico de Covid-19 até 1º de abril de 2020. Outros fatores como idade, raça, sexo e status de hospitalização também foram avaliados. 

 

Idosos infectados: vacina e isolamento são as soluções 

 

A pandemia infelizmente não acabou, e eu recomendo que principalmente os grupos de risco, como os idosos, evitem ao máximo se expor à Covid-19. O ideal é não ter contato com aglomerações e pessoas com sintomas da doença. 

 

Outras medidas de prevenção são máscaras certificadas e passar álcool em gel nas mãos e em objetos pessoais. Seguir o calendário vacinal é fundamental para minimizar os impactos da doença. Um outro estudo recente apontou que a terceira dose em idosos pode aumentar de duas a quatro vezes os níveis de anticorpos. 

 

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