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Decio Mion

Café pode diminuir risco de morte por doenças cardiovasculares

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Há quem diga que o café faz mal para saúde, mas será que isso é verdade? A bebida é parte da rotina de muitos brasileiros e já se tornou um hábito quando o assunto é aumentar o ânimo e ter mais disposição.

 

Mas não só nessas ocasiões, nós brasileiros tornamos o café um ritual; seja ao acordar, depois do almoço e até para receber uma visita em casa, a prática é comum: “aceita um cafezinho?”.

 

Sua preferência é tanta entre os brasileiros, que o café se tornou a segunda bebida mais ingerida no país, perdendo apenas para água, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) – estima-se que o café chegue a 97% dos lares.

 

Mas será mesmo que o seu consumo é recomendado ou o café faz mal para saúde? Antes de contar sobre as descobertas do recente estudo, quero esclarecer que, consumido de forma moderada, o café não aumenta a pressão arterial, pode apenas gerar elevação discreta e de curta duração.

 

Café faz mal para saúde?

 

Muitas pessoas acreditam que o café faz mal para saúde, mas quero deixar claro que isso é um mito. Recente estudo apontou justamente o contrário: o café pode, inclusive, reduzir o risco de morte. Mas, lembre-se: o consumo deve ser moderado e responsável! Nada em excesso faz bem.

 

O consumo de até três xícaras de café por dia pode diminuir:

 

  • O risco em 12% na morte por todas as causas;

  • 21% o nível de acidente vascular cerebral (AVC);

  • E 17% o risco de morte devido a uma doença cardiovascular.

A ingestão da bebida deixa o coração mais saudável – essa é a conclusão das análises de ressonância magnética cardíaca (RM), analisadas pelos pesquisadores.

 

O resultado é fruto do estudo apresentado recentemente na Sociedade Europeia de Cardiologia 2021, em Paris, e foi coordenado pela Universidade Semmelweis, em Budapeste.

 

Os pesquisadores envolvidos utilizaram resultados de incidentes durante cerca de 11 anos por meio de modelos multivariados. As pessoas que fizeram parte do estudo não tinham histórico de doença cardíaca, sendo que a média de idade foi de 56,2 anos e 55,8% eram mulheres.

 

Peça sempre a orientação do seu médico e siga todas as recomendações à risca, seja em relação à ingestão de alimentos e bebidas ou qualquer outra prescrição!

 

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Substituto do sal ajuda a combater doenças cardiovasculares 

Substituto do sal ajuda a combater doenças cardiovasculares 

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Você sabe qual a recomendação de consumo de sal por dia? A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica 5 gramas por dia – entretanto, os brasileiros consomem quase o dobro: 9,34 gramas diários. Utilizar um substituto do sal comum pode ser uma boa opção para a saúde!

 

O consumo excessivo de sal pode acarretar diversas doenças cardiovasculares e o risco é ainda maior para hipertensos. Essas consequências graves e até eventos de mortes podem ser diminuídos com uma simples mudança, descoberta em um recente estudo apresentado na Sociedade Europeia de Cardiologia, em Paris.

A opção apresentada no estudo é um substituto do sal com menos cloreto de sódio (75%) e adição de cloreto de potássio (25%). Os resultados da pesquisa, que acompanhou os pacientes por cinco anos com a substituição do sal comum, mostraram uma redução de 14% nos casos de AVC, de 13% de eventos cardiovasculares maiores e de 12% de morte. Todos os pacientes eram hipertensos ou tinham histórico de AVC. 

Importante destacar que a publicação científica apontou que o uso do substituto de sal foi feito pelos participantes de maneira moderada, e não com excesso por ter menor quantidade de cloreto de sódio. 

Acompanhe sua saúde 

Apesar de hipertensão ser uma doença crônica que não tem cura, o paciente só não pode como DEVE ter uma vida normal. 

A recomendação é de que seja feito um acompanhamento médico regular. Só um profissional poderá indicar o tratamento e os medicamentos corretos, se necessário. 

Além disso, uma alimentação balanceada é fundamental; por isso, fuja dos itens processados e cheios de gordura e aposte na diminuição do sal. 

Você pode até escolher um saleiro diferente para compor a decoração da cozinha, mas a ideia é que com mudanças de hábitos ele esteja no ambiente cada dia menos para uso e mais como um enfeite. Isso também significa a descoberta de novos sabores.  

Outro ponto importante é que o peso saudável é um dos principais fatores para evitar a hipertensão, por isso a alimentação é tão importante. 

Pessoas sedentárias, acima do peso, com dietas ricas em gorduras ou processados ou com histórico familiar têm um risco ainda maior de desenvolver pressão alta; neste caso, o recomendado é que o acompanhamento médico seja feito regularmente e que a mudança de hábitos seja uma meta. 

Mas lembre-se: qualquer pessoa pode ser hipertensa, independente da idade, sexo, classe social ou etnia, por isso mesmo pessoas sem qualquer fator de risco precisam medir a pressão pelo menos uma vez a cada seis meses.

Por fim, anote o checklist e tenha certeza de uma vida mais saudável.

  • Cuidado com abusos na sua alimentação com alimentos cheios de gorduras e processados; 

  • Pratique atividades físicas regularmente; 

  • Faça um acompanhamento médico regular; 

  • A hipertensão é uma doença assintomática – medir a pressão é muito importante. 

 

Dieta vegetariana e risco de doenças cardiovasculares em mulheres

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A dieta vegetariana vem sendo adotada por milhares de pessoas ao redor do mundo – e no Brasil não é diferente. Aqui, 14% da população se declara vegetariana (dados do IBOPE de 2018), o que representa 30 milhões de pessoas!

Um número bastante significativo e que vem crescendo ainda mais, visto que as pessoas acreditam que aumentariam o consumo de produtos veganos caso os preços fossem parecidos com aqueles de origem animal, e se as embalagens estivessem bem indicadas. 

Isso mostra que há o interesse geral, sim, de diminuir o consumo de carne, seja por uma alimentação mais sustentável, saudável ou ética. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já levantou o quanto o consumo elevado de carne pode trazer malefícios para a saúde.

Número de mulheres com doenças cardíacas cresce

Sabemos que doenças como o câncer de mama, útero e ovário são bastante preocupantes quando falamos da população feminina; entretanto, as doenças cardiovasculares já ultrapassam essas três e é a líder em causa de mortalidade das mulheres no mundo.

Infelizmente, a falta de atividade física, má alimentação e tabagismo são fatores que aumentam os riscos de doenças do coração – no caso do tabagismo, o aumento é de 25% comparado aos homens que fumam.

Outros fatores também influenciam; por exemplo, durante a gestação, quando a mulher tem hipertensão ou diabetes gestacional. E também:

  • Menopausa;

  • Histórico familiar;

  • Níveis de colesterol elevados;

  • Diabetes;

  • Hipertensão arterial;

  • Obesidade.

 

 

Dieta vegetariana pode ajudar

Não somente uma alimentação inadequada aumenta os riscos de doenças cardiovasculares em mulheres, mas comer carne também. De acordo com um estudo, uma dieta vegetariana tem relação direta com riscos cardiovasculares em mulheres.

A pesquisa levou em consideração os seguintes alimentos incluídos na dieta das participantes:

    • Base vegetal: feijão, soja (tofu ou nozes de soja), ervilhas verdes; produtos vegetais texturizados; sopas de feijão;

    • Fibras: laranjas, toranjas e tangerinas; maçãs e peras; morangos; quiabo; aveia;

    • Nozes: manteiga de amendoim, amendoim, outras nozes e sementes;

  • Fitoesteróis: todos os alimentos vegetais.

Não foram utilizados no estudo alimentos com ácidos graxos monoinsaturados (azeite de oliva ou canola; abacate e guacamole); e com gordura saturada (laticínios com alto teor de gordura; ovos; frango / peru com pele; carnes vermelhas e processadas; carne orgânica; molho; manteiga).

O estudo mostrou um menor risco de doenças cardiovasculares no público feminino, principalmente após a menopausa. Ou seja, uma dieta vegetariana se prova bastante eficaz em longo prazo na saúde das mulheres. 

 

Prática de atividades físicas pode melhorar resposta à vacina contra Covid-19

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A prática de atividades físicas é uma recomendação constante por parte da comunidade científica. Eu mesmo sempre reforço no consultório, nas minhas redes e nos meus textos sobre a importância de não ficar parado! Os meus pacientes sabem bem do que estou falando: a hipertensão não combina com sedentarismo.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática moderada de atividades físicas de 150 minutos, no mínimo, por semana ou de 75 minutos de atividade intensa.

 

Caminhada, corrida, exercícios aeróbicos, natação e diversas modalidades esportivas, entre outros, são ótimos exercícios para quem quer se manter ativo. O importante é encontrar algo de que goste e focar, assim não surge aquele desânimo no meio do caminho, e a desistência depois de um tempo.

 

Atividades físicas e vacina

 

Ao que tudo indica, pessoas ativas podem ter uma melhor resposta de imunização da vacina contra a Covid-19 do que aquelas que são sedentárias. Isso quando falamos de quem foi imunizado com a CoronaVac – um estudo foi feito com pessoas que tinham tomado especificamente essa vacina.

 

Foram mais de 1 mil participantes que responderam questões sobre atividade física após tomarem a vacina, entre fevereiro e março de 2021. A pesquisa foi realizada por integrantes da Universidade de São Paulo – USP.

 

O que foi observado em relação a todas as atividades praticadas por aqueles que passavam mais de 8 horas sentados ou dormindo foi a soroconversão, que foi 9,9 vezes maior entre as pessoas ativas.

 

Atividades físicas e Covid-19

 

Sabemos também que as atividades físicas são aliadas na proteção contra o agravamento da Covid-19. Sendo assim, só há benefícios na prática de exercícios. Não fique parado! Mesmo que trabalhando o dia todo em frente ao computador, não se esqueça de se levantar, caminhar um pouco, se alongar e sempre separar um tempo do dia para fazer algum tipo de atividade.

 

Seja de manhã ou à noite, o importante é não se boicotar. Se você mora com outras pessoas, tentem praticar algo juntos, assim um estimula o outro. Programe-se e comece hoje mesmo!

Você sabia que apneia do sono é uma causa de hipertensão?

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Diagnosticar e tratar a apneia do sono é muito importante: ela está associada ao aparecimento de hipertensão e ao aumento do risco de morte súbita e mortalidade cardiovascular. Apneia do sono é uma causa de hipertensão.

 

A apneia do sono é um distúrbio do sono em que a pessoa para de respirar durante o sono; essa pausa na respiração diminui a concentração de oxigênio no sangue e pode ser grave.

 

Geralmente, as pessoas acham que é apenas um ronco ou ruído da respiração, mas é pode ser mais grave do que isso. A consequência destas interrupções é a sonolência durante o dia porque a pessoa não tem um sono reparador. Esta sonolência pode prejudicar o desempenho da pessoa no trabalho e na relação com as pessoas e até ser causa de acidentes de trânsito. O diagnóstico é realizado pelo exame da polissonografia que registra parâmetros como os batimentos cardíacos, a atividade cerebral, o movimento dos olhos, a respiração e o nível de oxigênio no sangue e detecta as apneias. O tratamento envolve perder peso, corrigir distúrbios respiratórios e o uso do CPAP, sigla para pressão positiva contínua nas vias aéreas, em inglês. Como o nome sugere, trata-se de uma máscara que cobre o nariz e a boca e joga o ar para as vias respiratórias.

 

Fatores de risco da apneia do sono

 

apneia do sonoÉ preciso tentar prevenir ao máximo a apneia do sono; portanto, ficar de olho e evitar o que pode causá-la é fundamental:

 

  • Excesso de peso

  • Maxilar inferior encurtado que empurra a língua muito para trás, tapando a garganta

  • Aumento das amígdalas e adenoides

 

Todos esses fatores também influenciam a hipertensão e, por consequência, os problemas cardiovasculares. Sendo assim, os malefícios estão atrelados e é preciso levar um estilo de vida saudável para evitar maiores problemas de saúde.

 

Alguns fatores podem agravar a apneia:

 

  • Álcool em excesso

  • Tabagismo

  • Dormir de barriga para cima

  • Uso de sedativos de forma equivocada/exagerada

 

Estudo confirma os perigos da apneia do sono

 

Em um estudo publicado pela BMJ Open Respiratory Research em junho, pesquisadores conduziram uma revisão sistemática da literatura e meta-análise para estimar o risco de mortalidade cardiovascular e por todas as causas em indivíduos com apneia obstrutiva do sono.

 

Após a observação baseada em 22 estudos com mais de 40 mil participantes, os pesquisadores descobriram que a apneia do sono estava associada a todas as causas de morte súbita e condições cardiovasculares, incluindo hipertensão, doença arterial coronariana, coração congestivo falha, arritmias, entre outros.

 

De acordo com o documento, essa associação pode ser explicada pela influência que o sistema nervoso tem no ciclo do sono das pessoas. A apneia do sono resulta em hipóxia intermitente e dessaturação de oxigênio durante o sono, o que pode causar superexcitação do sistema nervoso central, aumentando o fluxo de ar. O relacionamento complexo entre o sistema nervoso simpático e autônomo causa um aumento transitório em ambos, na pressão arterial sistólica e diastólica durante as apneias.

 

Houve uma relação dose-resposta significativa entre a gravidade da apneia do sono e o risco de morte e apneia do sono grave. A idade avançada foi um fator contribuinte significativo na relação entre ASO e mortalidade.

 

Não ignore os sinais do seu corpo

 

Se você perceber que está acordando cansado, que não está tendo uma boa noite de sono, ou acha que está, mas acorda com a boca muito seca, consulte seu médico. Especialmente quando a pessoa dorme sozinha e não tem alguém que possa perceber os sinais, é indicado passar pelas consultas de rotina, e levar seus sintomas e dúvidas para que, assim, o médico possa investigar.

 

Não ignore os sinais do seu organismo. Preste atenção em si mesmo e cuide-se!

Estudo do Incor liga anabolizantes a problemas do coração

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Os anabolizantes são prejudiciais ao coração, de acordo com uma publicação do Jornal da USP.

 

Ela analisa uma pesquisa liderada pela cardiologista Maria Janieire Alves, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – Incor. Esse é apenas mais um dos problemas que o uso exagerado de anabolizantes pode trazer à saúde.

 

É provável que você já tenha ouvido falar sobre o uso de anabolizantes com propósitos variados. Ele pode ser recomendado como tratamento para pessoas que têm problemas hormonais, como hipogonadismo. Aí, não há problema, pois existe uma recomendação e acompanhamento médico e, nesse caso, é um uso que se faz necessário em prol da saúde.

 

Entretanto, existem aquelas pessoas que fazem uso da substância para fins estéticos, já que os anabolizantes podem ajudar o corpo a atingir certos objetivos de maneira mais rápida. E é aí que entra o uso exagerado, prejudicial à saúde em vários âmbitos.

 

Visando entender quais malefícios eles podem causar, a Dra. Maria e sua equipe estudaram como o produto poderia atingir também o sistema cardiovascular.

 

De placas nas coronárias a ataque cardíaco

 

anabolizantesOs resultados mostraram que pessoas que ingerem anabolizantes:

 

1 – Têm maior tendência para a formação de placas nas coronárias e isso acaba impedindo o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio

2 – Como resultado, há complicações que podem levar à aterosclerose

3 – Ela, por sua vez, pode causar problemas como AVC e ataque cardíaco.

 

E não pense que isso pode acontecer somente com pessoas mais velhas. De acordo com a pesquisa, 25% dos jovens, com média de 29 anos, que tomam anabolizantes, apresentam tais placas em até três coronárias.

 

Além disso, os anabolizantes são fatores de risco para o colesterol bom (HDL) que tem sua funcionalidade prejudicada e reduzida no organismo.

 

Sabemos que problemas cardiovasculares também estão ligados à hipertensão não controlada; portanto, todo cuidado é pouco. O ideal é sempre contar com acompanhamento médico e entender como está a sua saúde.

 

Se você está bem e quer atingir melhores resultados na academia ou na prática de qualquer esporte, converse com seu médico! Nunca tome substâncias por conta própria ou sem acompanhamento.

Hipertensão atinge 1 a cada 3 adultos no Brasil e agrava casos de covid-19

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A hipertensão é uma doença silenciosa e democrática; 90% dos hipertensos não vão sentir nenhum sintoma e talvez, por isso, muitas pessoas não saibam que sofrem dela. O único jeito de descobrir é por meio da medida da pressão.

 

hipertensão instaE em meio à pandemia da covid-19, ela é ainda mais preocupante.

 

De acordo com o Jornal da USP, um terço da população adulta brasileira tem hipertensão – ou seja, de 33% a 35%. As pessoas acima de 60 anos são as que mais sofrem – cerca de 65% -, mas isso não significa que sejam só elas. E cerca de 30% a 50% dos brasileiros desconhecem seu diagnóstico.

 

Além de ser o principal fator de risco para complicações cardiovasculares (insuficiência cardíaca e AVC, por exemplo) quando não tratada, a hipertensão também deixa o paciente mais propenso a complicações por conta do coronavírus. Sabe-se que os remédios para a hipertensão são aliados quando falamos sobre covid-19. Não se esqueça!

 

O tratamento para hipertensão é indispensável

 

Mesmo que a pessoa só sofra de hipertensão, ela não deve interromper ou negligenciar o tratamento da doença. Sempre enfatizo que, caso tenha algum problema com a medicação, o paciente deve me comunicar para que possamos alterá-la ou adequá-la à sua rotina e bem-estar.

 

O tratamento para hipertensão é para a vida inteira e não pode parar nem em dias de consultas, ou muito menos porque o paciente não está sentindo nada de errado ou diferente.

 

O tratamento para hipertensão é ainda mais importante para aqueles que são diagnosticados com covid-19, principalmente se a doença estiver associada a outras comorbidades, como obesidade e diabetes. A idade também é um fator influente: pessoas com mais de 60 anos devem redobrar a atenção.

 

Para prevenir a hipertensão, o ideal é manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, manter o peso e diminuir o consumo de sal. Para aqueles que são mais estressados, é bom tentar mudar a rotina e cuidar da saúde mental, pois o estresse também pode influenciar.

Controlar a pressão alta também é conseguir que os pacientes percam peso. Será que a tecnologia digital pode ajudar?

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A perda de peso preocupa grande parte da população, visto que a prevalência da obesidade tem aumentado em todo mundo ao longo dos últimos 50 anos. Atualmente, o tema é tratado como um desafio para a saúde pública, pois afeta a vida das pessoas de maneira significativa.

 

Em 2016, 13% da população adulta mundial era obesa e 39% tinha sobrepeso. É preciso lembrar que a obesidade é o principal fator de risco para uma série de problemas de saúde, principalmente em longo prazo, como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes mellitus.

 

Qual o grande problema disso? A falta de tratamento, apresentando esses problemas citados e sobrecarregando o sistema de saúde – tudo isso desencadeado por falta de atividades físicas e de uma alimentação saudável, entre outras causas.

 

Mudando esse quadro

 

pesoPara que as pessoas não sofram com a obesidade, elas precisam focar na perda de peso; ou seja, praticar atividades físicas e buscar uma dieta saudável – mas será que isso é fácil?

 

Nem sempre. São precisos recursos, às vezes mais caros; por isso, as intervenções digitais têm se mostrado mais presentes para atingir um maior número de pessoas, já que têm um custo baixo.

 

O estudo publicado na Revista Obesity Reviews avaliou se há eficácia no automonitoramento digital da alimentação e atividades físicas para perda de peso. Os resultados sugeriram que sim: o automonitoramento é eficaz no apoio à perda de peso, melhorando as atividades físicas moderadas e reduzindo a ingestão de calorias – é recomendado para adultos se feito de forma personalizada.

 

Tais registros digitais monitoram os comportamentos de saúde, mostrando o desempenho comportamental por meio de dados de automação que podem ser acessados em tempo real sendo um suporte contínuo.

 

Você precisa perder peso? Faz algum tipo de acompanhamento? Converse com o seu médico!

 

Ainda tem dúvidas? Escreva para mim e me siga no Instagram!

Cuide de seus rins para o seu bem-estar

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Os rins são vitais para o funcionamento do nosso corpo. Doenças renais são preocupantes para a saúde pública, principalmente porque são silenciosas.

 

Muitas dessas doenças, quando chegam ao estado avançado, já exigem hemodiálise e transplante. Por isso, devemos monitorar nossos rins em consultas e exames periódicos.

 

Qual a função dos rins para o nosso corpo? Na verdade, são muitas! Rins saudáveis ajudam a: filtrar resíduos e toxinas do sangue, manter os minerais do sangue em equilíbrio (sódio, fósforo e potássio), regular os níveis de fluidos do nosso corpo, liberar o hormônio que estimula a produção de células vermelhas do sangue e até ativar a vitamina D, mantendo os ossos saudáveis.

 

Entretanto, quando falamos de rins doentes, podemos citar diversos males que o nosso corpo pode desenvolver:

 

  • Osteoporose ou ossos mais fracos;

  • Hipertensão;

  • Anemia ou baixa contagem de glóbulos vermelhos;

  • Insuficiência renal (doença renal em estágio terminal);

  • Ataque cardíaco e derrame;

  • Lesões nervosas (neuropatia);

  • Doença cardíaca.

 

Infelizmente, a insuficiência renal faz com que a hemodiálise seja necessária em muitos pacientes. Considerada uma doença silenciosa, os sintomas não surgem no início das complicações e, sim, quando os rins já estão apresentando um grau mais sério de perda de função.

 

A seguir, confira dados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) sobre pacientes com doença renal crônica dialítica em julho de 2018, fazendo análise comparativa dos últimos 10 anos (2009-2018):

 

rins tabela

De acordo com a pesquisa a causa mais comum de insuficiência renal crônica em diálise no período de 2009 a 2018 é a hipertensão. Houve aumento percentual da ordem de 4% nos casos de doença renal do diabetes, redução de 4% nos de glomerulopatia crônica e aumento de 3% daqueles com etiologia indefinida (vide Tabela). O perfil dos pacientes em diálise permanece estável no sexo masculino (58%). A maioria está na faixa etária entre 45-64 anos (41,5%), e com mais de 65 anos (35%).

 

Riscos e sintomas

 

O primeiro passo para rins saudáveis é avaliar os riscos de doença renal; para isso, é preciso entender seu histórico familiar quanto às doenças: obesidade, doença cardíaca, hipertensão e diabetes. Como fatores de risco adicionais, temos:

 

  • Pedras nos rins;

  • Lúpus e outras doenças autoimunes;

  • Baixo peso aos nascer;

  • Idade igual ou superior a 60 anos;

  • Infecções crônicas do trato urinário;

  • Uso prolongado de anti-inflamatórios como ibuprofeno e naproxeno.

 

Além disso, por ser uma doença silenciosa, o menor sinal pode ser crucial para sua descoberta! Quanto antes, melhor. É necessário prestar muita atenção caso haja inchaço nos olhos, mãos, abdome, tornozelos e pés; urina espumosa ou vermelha escura (com sangue); micção difícil e dolorosa; maior necessidade de urinar (principalmente à noite); sede aumentada; fadiga e fraqueza.

 

O diagnóstico via exames

 

Caso você seja do grupo de risco, pergunte ao seu médico sobre os exames a seguir, especialmente sobre o último. Pode ser que ele recomende outros testes também, mas o importante é que todos citados aqui estejam na lista.

 

  1. Urina: traços de albumina (um tipo de proteína), podem ser um sinal precoce de doença renal – quando muito presentes, indicam danos aos rins;

  2. Sangue: nele, é medida a taxa de filtração glomerular (TFG), pois ela mostra o quão bem os rins estão filtrando o sangue. Assim, verifica-se os níveis de creatinina no sangue e é feito um cálculo para tal taxa.

 

Além disso, diagnosticar e tratar a hipertensão é fundamental porque a pressão alta pode danificar os pequenos vasos sanguíneos dos rins (glomérulos) e é a primeira causa de insuficiência renal, perdendo somente para o diabetes.

 

Mantenha seus rins fortes e saudáveis

 

Minhas primeiras orientações são para quem já tem doença renal e deve cuidar dos rins para evitar maiores complicações. Além de seguir o tratamento já indicado pelo médico, gerenciar os níveis de açúcar no sangue, vacinar-se anualmente contra a gripe e tratar a pressão alta de forma correta são algumas delas.

 

Além disso, reduzir o consumo de sal, evitar anti-inflamatórios como ibuprofeno e naproxeno e consumir proteína moderadamente. Agora, a dica para TODOS, até para quem não tem doença renal:

 

  • Beba com moderação;

  • Pratique atividades físicas regularmente;

  • Alimente-se de forma saudável e balanceada;

  • Controle seu peso;

  • Conheça seu histórico familiar;

  • Monitore os níveis de colesterol;

  • Monitore sua pressão arterial;

  • Hidrate-se;

  • Faça exames anualmente;

  • Não fume.

 

Proteger os danos nos rins para quem tem pressão alta

 

Se você sofre com hipertensão, precisa de atenção e cuidados redobrados com os rins. Siga as orientações do seu médico para manter a pressão arterial controlada e NUNCA pare o tratamento por conta própria.

 

Converse com o seu médico sobre medicamentos para pressão arterial, como os IECA e BRA, que ajudam a proteger os rins. E tenha muito cuidado com o uso de analgésicos diários. Os brasileiros têm o costume de se automedicar, mas o ideal é que você só tome aquilo que o médico recomende. Além disso, controle a glicose (diabetes) e o colesterol.

 

Compartilhe este guia com seus amigos e familiares, e vamos, juntos, combater a doença renal com informação!

Peso saudável: um dos principais fatores para evitar a hipertensão

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O peso saudável é um dos principais fatores para evitar a hipertensão – mas o que é um peso saudável? Para determinar se você está dentro de uma faixa saudável de peso é muito simples: você pode verificar através do seu IMC – índice de massa corporal.

 

Basta dividir o seu peso (kg) pelo quadrado da sua altura (m). Se o valor for menor que 25, você está com um peso saudável; se for maior, é considerado sobrepeso e, ainda, o valor maior que 30 é considerado obesidade.

 

E é aí que mora o perigo: o sobrepeso e a obesidade estão diretamente ligados a maiores riscos de desenvolver problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, derrame, osteoartrite e alguns tipos de câncer.

 

Apesar da dificuldade e dos esforços desprendidos, cada perda é uma vitória. Por exemplo, se você conseguir perder de 5% a 10% do seu peso corporal, isso já é o suficiente para reduzir o risco de muitas doenças crônicas, o que significa mais qualidade de vida.

 

Perda de peso x vida saudável

 

Sabemos que os hábitos alimentares, prática de atividades físicas e genética são os principais fatores quando falamos sobre ganho de peso. Entretanto, para uma alimentação diária saudável, é preciso ter acesso a alimentos saudáveis, visto que o número de calorias ingeridas e queimadas se reflete na perda de peso.

 

Calorias são as unidades usadas para medir a energia em alimentos e bebidas. Contudo, não somos todos iguais; para a maioria das pessoas, a perda de peso estável (~ 0,453 kg / mês) pode ser alcançada se você reduzir a ingestão para 1.200 a 1.500 calorias por dia para mulheres, e para 1.500 a 1.800 calorias por dia para homens.

 

Qual dieta devo fazer?

 

Pensando que uma alimentação saudável é parte do processo de perda de peso, qualquer dieta serve: o importante é se manter sempre com uma alimentação saudável. Para a maior parte das pessoas, é seguro fazer uma dieta balanceada de baixa caloria, e é comprovado que elas perderão peso se a seguirem por toda a vida.

 

Além disso, na hora de escolher a melhor dieta pense que ela deve ser saudável e considere se você conseguirá segui-la. Reflita sobre seu estilo de vida e converse com o seu médico e também com um nutricionista; eles são os maiores aliados para uma perda de peso com saúde.

 

Por fim, não se esqueça dos 150 minutos semanais de atividades físicas com intensidade moderada recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e tenha disciplina! Estabeleça metas específicas relacionadas tanto à dieta quanto aos exercícios e trabalhe para alcançá-los. É claro que, vez ou outra há recaídas, é normal, mas sempre volte à dieta assim que possível.

 

O ideal é evitar a hipertensão o máximo possível fazendo a sua parte. Depois de descoberta, o ideal é tratá-la e evitar hábitos que podem fazer com que a pressão arterial suba ainda mais. Cuide da sua saúde!

 

Referências:

 

Instituto Nacional de Saúde dos EUA – https://www.nhlbi.nih.gov/health/educational/lose_wt/eat/

 

Receitas de dietas mediterrâneas de Harvard School of Public Health: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/recipes-2/home-cooking/